ECONOMIA

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Setor de alimentação fora do lar mostra recuperação

(via Agência Brasil)

| Edição de 26 de setembro de 2025 | Atualizado em 26 de setembro de 2025

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Em agosto deste ano, o setor de alimentação fora do lar no Brasil apresentou um marco significativo: o menor índice de empresas operando no prejuízo desde o início da pandemia de Covid-19. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), apenas 16% dos estabelecimentos fecharam o mês no vermelho, enquanto 43% registraram lucro e 40% mantiveram estabilidade. Esses números refletem um cenário de recuperação que não era visto há anos.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, destacou a importância dessa mudança. "A redução dos prejuízos é um sinal de que os bares e restaurantes estão conseguindo se adaptar melhor às condições econômicas. O setor viveu um período muito duro e agora dá sinais claros de recuperação, o que representa um alívio para os empresários e para a economia", afirmou Solmucci.

Equilíbrio

O faturamento mensal também apresentou resultados positivos. Em agosto, 39% das empresas observaram um aumento nas receitas em comparação a julho, superando os 34% que registraram queda. Para 27% dos estabelecimentos, o resultado permaneceu estável.

Mesmo com a inflação acumulada de 5,13% nos últimos 12 meses, 36% dos empresários conseguiram reajustar seus preços para acompanhar o índice - cinco pontos percentuais acima do observado no mesmo período de 2024. Outros 20% aplicaram aumentos abaixo da inflação, 6% conseguiram repassar valores maiores e 38% não realizaram nenhum reajuste nos cardápios.

Inadimplência em queda

Outro dado que confirma a tendência de melhora é a redução dos atrasos nos pagamentos. Atualmente, 64% das empresas não possuem débitos pendentes, um avanço significativo em relação aos últimos anos. Entre os que ainda enfrentam dificuldades, os principais atrasos estão relacionados a impostos federais (71%), estaduais (48%) e empréstimos bancários (35%).

Segundo Solmucci, a combinação de fatores como maior controle financeiro e a queda no índice de desemprego fortalece o processo de recuperação. "A redução do desemprego tem sido determinante para a retomada do setor, pois amplia a renda disponível das famílias e favorece o consumo fora do lar. Esse cenário traz mais segurança aos empresários e sustenta a expectativa de crescimento contínuo nos próximos meses", concluiu.

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Com informações da Agência Brasil