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Superávit comercial cresce 10,8% em maio puxado por soja e cobre

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de junho de 2026 | Atualizado em 03 de junho de 2026

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O superávit da balança comercial brasileira apresentou um crescimento significativo em maio, impulsionado pelo aumento nas exportações de soja e cobre. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as exportações superaram as importações em US$ 7,823 bilhões no mês passado.

Esse resultado representa um aumento de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit foi de US$ 7,059 bilhões. Historicamente, este é o quarto maior superávit registrado para o mês de maio, ficando atrás apenas dos anos de 2023, 2021 e 2024.

Desempenho das Exportações e Importações

  • Exportações: US$ 31,904 bilhões, um aumento de 6,6% em comparação a maio do ano anterior;
  • Importações: US$ 24,081 bilhões, um crescimento de 5,3% na mesma base de comparação.

Os valores alcançados tanto nas exportações quanto nas importações são os segundos maiores para o mês de maio desde o início da série histórica, sendo superados apenas pelos números de 2023 e 2022, respectivamente.

Acumulado do Ano

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a balança comercial registra um superávit de US$ 32,662 bilhões, um aumento de 34,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é atribuído à recuperação das commodities e à ausência de importações extraordinárias, como a de uma plataforma de petróleo realizada em fevereiro de 2025.

  • Exportações: US$ 148,571 bilhões, crescimento de 8,7%;
  • Importações: US$ 115,908 bilhões, aumento de 3,2%.

O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, superado apenas pelos resultados de 2024 e 2023.

Análise Setorial

As exportações de maio, divididas por setor, apresentaram as seguintes variações em relação ao mesmo mês do ano anterior:

  • Agropecuária: aumento de 9,8%, com crescimento de 6,1% no volume e 2,8% no preço médio;
  • Indústria extrativa: queda de 1,9%, influenciada pela redução de 26,6% no volume de petróleo, apesar do aumento de 33,8% no preço médio;
  • Indústria de transformação: crescimento de 9%, com elevação de 1% no volume e 7,4% no preço médio.

Principais Produtos Exportados

Os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações em maio foram:

  • Agropecuária: soja (+14,6%), algodão bruto (+45,3%) e milho não moído (+267,2%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-9,3%) e minério de ferro (-15,2%), com destaque para o crescimento das vendas de minério de cobre (+149,4%);
  • Indústria de transformação: carne bovina fresca (+50,2%), combustíveis (+75,2%) e ouro não monetário (+56,7%).

Em termos absolutos, a soja liderou o crescimento mensal, com um aumento de US$ 804,1 milhões nas exportações, seguida pelo minério de cobre, com um incremento de US$ 617,9 milhões.

Por outro lado, as exportações de petróleo bruto caíram US$ 390,8 milhões, com uma redução de 42,1% no volume, apesar do aumento de 56,7% no preço médio, influenciado pela guerra no Oriente Médio. Essa queda no volume está associada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, implementada em março para conter a alta dos combustíveis.

Apesar do crescimento nas exportações agropecuárias, as vendas de café caíram significativamente em maio, com uma redução de US$ 297,6 milhões em relação ao mesmo mês de 2025, devido à queda de 8,6% no volume e 13,4% no preço médio.

Importações em Destaque

O aumento nas importações foi impulsionado principalmente pela compra de veículos, que subiu US$ 833,5 milhões em maio em comparação com o mesmo mês de 2025. Os principais produtos importados foram:

  • Agropecuária: pescados (+38,1%), produtos hortícolas (+26,6%) e soja (+24,4%);
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+68,4%), carvão não aglomerado (+59,8%) e linhita e turfa (+115,1%);
  • Indústria de transformação: combustíveis (+45,2%), válvulas e tubos termiônicos (+49%) e automóveis de passageiros (+80,1%).

Projeções para o Ano

Para 2026, o Mdic projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, um aumento de 5,9% em relação a 2025. As exportações devem atingir US$ 364,2 bilhões, enquanto as importações estão previstas para US$ 280,2 bilhões, representando aumentos de 4,6% e 4,2%, respectivamente.

As projeções oficiais são atualizadas trimestralmente, com novas estimativas detalhadas previstas para julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, com um saldo positivo de US$ 98,9 bilhões.

As expectativas do Mdic são menos otimistas que as das instituições financeiras, que, segundo o boletim Focus do Banco Central, projetam um superávit de US$ 76,2 bilhões para o ano, uma previsão revisada após o início do conflito no Oriente Médio.

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Com informações da Agência Brasil