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Tarifaço: conversa entre Lula e Trump é "avanço concreto", avalia CNI

(via Agência Brasil)

| Edição de 06 de outubro de 2025 | Atualizado em 06 de outubro de 2025

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A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) considerou um "avanço concreto" a conversa entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta segunda-feira (6) por videoconferência.

Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que o encontro virtual reforça "o respeito mútuo e a relação entre os dois países".

Para a indústria, esse avanço nas tratativas é de grande relevância. Desde o início, a CNI defende o diálogo, pautado pelo respeito e pela importância desta parceria bicentenária. A entidade se compromete a acompanhar e contribuir com o que for possível.

Durante a conferência, Lula solicitou a Trump a revogação da tarifa adicional sobre produtos brasileiros. A CNI aponta que, caso os Estados Unidos aceitem a demanda, isso abriria espaço para isentar US$ 7,8 bilhões em exportações brasileiras para o país norte-americano.

"O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo [Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners] significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país", afirmou Alban.

O anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners (potencial ajuste tarifário para parceiros aliados, em tradução livre) foi apresentado pela Ordem Executiva dos EUA nº 14.346, em 05 de setembro, e prevê possíveis isenções tarifárias para 1.908 produtos, condicionadas a compromissos em matéria de comércio e segurança.

De acordo com a análise da CNI, o anexo abrange 18,4% do que foi exportado pelo Brasil ao mercado estadunidense em 2024.

Esse percentual se somaria aos 26,2% já isentos de tarifas adicionais. Café, cacau, frutas e produtos metálicos estão entre os itens que podem ser beneficiados.

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Com informações da Agência Brasil