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Tarifaço impõe desafios para indústria química nacional, diz Abiquim

(via Agência Brasil)

| Edição de 01 de agosto de 2025 | Atualizado em 01 de agosto de 2025

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O recente decreto do governo dos Estados Unidos, publicado em 30 de julho, que estabelece uma taxação de 50% sobre certos produtos brasileiros a partir de 6 de agosto, está gerando impactos significativos nas indústrias químicas do Brasil. Este movimento afeta diretamente empresas que fornecem insumos e matérias-primas para setores exportadores como móveis, têxteis, couro e borracha.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) relatou que algumas empresas associadas já estão enfrentando cancelamentos de pedidos de clientes americanos. Embora o decreto inclua cerca de 700 exceções à super taxação, a maioria dos produtos exportados pela indústria química brasileira não foi contemplada.

Os Estados Unidos mantêm um superávit no setor químico em relação ao Brasil, com um saldo anual próximo de US$ 8 bilhões. Em 2024, a alíquota média efetiva aplicada pelo Brasil aos produtos químicos industriais dos EUA foi de 7,7%. As exportações brasileiras de produtos químicos para os EUA totalizaram US$ 2,4 bilhões no mesmo ano.

Do total exportado para os Estados Unidos, 82% estavam concentrados em 50 códigos NCM, incluindo petroquímicos básicos, intermediários orgânicos e resinas termoplásticas. Desses, apenas cinco itens, que representaram US$ 697 milhões, não serão afetados pela nova tarifa adicional. Os demais, equivalentes a US$ 1,7 bilhão, passarão a ser tributados com uma alíquota adicional de 40%, resultando em uma carga total de 50%.

A Abiquim destaca a necessidade de buscar formas de mitigar os impactos sobre o setor por meio de um diálogo construtivo e cooperação bilateral. A entidade apoia a atuação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e outras autoridades brasileiras na busca por uma solução rápida e efetiva através de canais diplomáticos e comerciais com os EUA.

Em colaboração com o American Chemistry Council, a Abiquim elaborou uma declaração entregue a autoridades brasileiras e norte-americanas, solicitando ações concretas para evitar prejuízos à integração produtiva e à resiliência das cadeias de suprimento químicas entre os dois países.

Entre as medidas emergenciais defendidas pela Abiquim estão a aplicação do direito provisório de defesa antidumping, o reforço dos recursos humanos e tecnológicos para resposta rápida a desvios de comércio, a devolução imediata de saldos credores de ICMS, a criação de novas linhas de financiamento à exportação e a ampliação do Reintegra, programa que incentiva a exportação de produtos manufaturados.



Com informações da Agência Brasil