ECONOMIA

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"Tensão com os EUA é artificial e vai se dissipar", afirma Haddad

(via Agência Brasil)

| Edição de 30 de julho de 2025 | Atualizado em 30 de julho de 2025

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (30) que a tensão em torno do anúncio das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é artificial e tende a se dissipar. Segundo ele, as negociações com as autoridades norte-americanas estão progredindo e, mesmo com a implementação das tarifas prevista para 1º de agosto, as conversas continuarão.

“Se depender do Brasil, essa tensão desaparece, porque é artificial. E produzida por pessoas do próprio país. Quer dizer, não faz sentido brasileiros alimentarem essa tensão. Essa tensão vai se dissipar e, quando se dissipar, a racionalidade vai presidir os trabalhos, e nós vamos chegar a um denominador”, afirmou Haddad em entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda, em Brasília.

O ministro mencionou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou do mandato em março para ir aos Estados Unidos, onde articula ações contra a Justiça e a economia brasileiras, na tentativa de livrar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de um julgamento por tentativa de golpe de Estado. Eduardo Bolsonaro está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta dessas atividades.

No dia 9 deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula, anunciando a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. No documento, Trump justifica a medida citando Bolsonaro e pedindo anistia para o ex-presidente.

Negociações em Andamento

Haddad ressaltou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, está à frente das negociações e mantém diálogo com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. O ministro da Fazenda destacou a necessidade de aguardar o dia 1º de agosto para compreender o que realmente entrará em vigor, já que o governo dos EUA ainda não respondeu oficialmente às propostas brasileiras.

“Nós precisamos saber qual é a decisão do governo dos EUA. Antes disso, fica muito difícil”, disse Alckmin, sublinhando que a comunicação com a contraparte norte-americana está avançando. Ele mencionou a possibilidade de viajar aos Estados Unidos junto com o vice-presidente. “Assim que tiver uma agenda estruturada, sim. Já estive na Califórnia com o secretário [do Tesouro dos Estados Unidos, Scott] Bessent, tenho tentado contato com ele, que está na Europa fechando acordos. Mas a assessoria dele disse que há possibilidade de uma conversa quando ele regressar aos Estados Unidos”, acrescentou Haddad.

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Com informações da Agência Brasil