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Transnordestina já tem mais de 100 quilômetros de malha concluídos

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de junho de 2026 | Atualizado em 13 de junho de 2026

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A construção da Ferrovia Transnordestina atingiu um marco significativo ao registrar o maior ritmo diário de montagem desde o início das obras. No último domingo (7), as equipes conseguiram concluir 1,69 quilômetro de ferrovia em apenas um dia, durante a instalação de 3,36 quilômetros de trilhos no Lote 5, localizado em Quixeramobim, no Ceará.

De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a obra já conta com mais de 100 quilômetros de ferrovia concluída, de um total que ultrapassa 1.200 quilômetros de malha ferroviária planejada. Atualmente, a primeira fase da Transnordestina está com cerca de 81% de execução, e a expectativa é que essa etapa seja finalizada em 2027. O projeto já recebeu R$ 9,8 bilhões em investimentos, de um orçamento total de R$ 15 bilhões.

Em março deste ano, o governo federal aprovou um adicional de R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para manter o ritmo das obras. Este fundo é um dos principais financiadores da ferrovia, representando a atuação da União em projetos estruturantes que visam ampliar a competitividade regional, reduzir custos logísticos e impulsionar a geração de emprego, renda e oportunidades no Nordeste. Até o momento, mais de R$ 6,6 bilhões já foram liberados pelo FDNE para a Transnordestina.

“Nós vamos avançar em ritmo acelerado para concluir essa ferrovia, que é fundamental na geração de empregos e oportunidades na área logística do país”, afirmou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Ligação Estratégica

Com uma extensão de 1.206 quilômetros, a Ferrovia Transnordestina conectará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará, passando por 53 municípios. Considerada a maior obra linear em execução no Brasil, a ferrovia foi planejada para ampliar o escoamento de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério, fortalecendo a logística e o desenvolvimento econômico do Nordeste.

O projeto visa reduzir drasticamente o custo logístico de transporte de commodities, como soja, milho e minérios, promovendo um impacto positivo na economia da região.

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Com informações da Agência Brasil