Em um replay da final do ano passado, Argentina e Chile se reencontram hoje, às 21 horas (de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, na grande decisão da Copa América centenária. Há um ano os chilenos deram a volta olímpica após ganharem nos pênaltis um jogo que ficou sem gols durante o tempo normal e a prorrogação.
A Argentina chega pressionada, pois não ganha um título importante desde a final da Copa América de 1993 e perdeu as duas últimas finais que disputou. Antes da decisão do ano passado, os platinos já tinham perdido para a Alemanha a decisão da Copa do Mundo. O Chile, por sua vez, cresceu ao longo da competição, aplicou uma goleada de 7 a 0 no México nas quartas e passou batendo a Colômbia pro 2 a 0 nas semifinais. Por essa etapa os argentinos golearam os Estados Unidos por 4 a 0.
Gerardo Martino procurou tirar a pressão de cima de seus comandados.
“A Argentina está chegando a decisões importantes e isso mostra o valor desse grupo. Não temos que nos sentir pressionados por conta disso, muito pelo contrário. Temos que ir a campo e fazer uma grande partida. Tenho convicção de que poderemos dar a volta olímpica se fizermos o nosso melhor”, disse Martino, que viu sua equipe estrear nesta Copa América justamente com uma vitória de 2 a 1 sobre o Chile.
Já Juan Antonio Pizzi, técnico do Chile, procurou controlar a euforia de seus torcedores.
“Precisamos estar atentos, pois a Argentina tem um grande time e conta com atletas capazes de definir a partida a qualquer momento. O Chile, porém, não chegou por acaso aqui e quem não acredita que podemos ganhar deve abrir bem os olhos”, disse Pizzi, que vai manter o time das semifinais.
Já na Argentina o meia Dí Maria é dúvida por conta de uma lesão na coxa direita. Ele estava cotado para assumir a vaga de Lavezzi, vetado por lesão na perna esquerda. Se for vetado, Lamela assume a vaga.
Pelo regulamento da Copa América a final tem uma definição diferente das demais fases no caso de empate após os noventa minutos. Ao contrário de outras fases, na grande decisão o jogo tem ainda uma prorrogação de trinta minutos e, persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nos pênaltis.
A Argentina atua com Romero; Mercado, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Mascherano, Fernández e Banega; Messi, Higuaín e Lamela (Dí Maria).
O Chile joga com Bravo; Isla, Gary Medel, Jara e Beausejour; Aránguiz, Silva e Hernández; Fuenzalida, Vargas e Sánchez.