A Seleção Brasileira inicia a sua trajetória sob o comando do técnico Tite hoje, quando visita o Equador, às 18 horas (de Brasília), no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, pela sétima rodada das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia.
Os desafios do novo comandante são grandes. O fantasma dos 7 a 1 ainda sobrevive em cada jogo e a suposta crise técnica, tão decantada pelos críticos, é uma realidade a ser desmentida.
Apesar dos desafios já citados, o maior deles, e mais emergencial, é levar a Seleção Brasileira ao Mundial, o que não aconteceria com a classificação atual, onde o Brasil é apenas o sexto colocado com nove pontos, quatro a menos que o Equador, que divide com o Uruguai a liderança. Ou seja, estrear com triunfo já é um desafio.
“Sabemos que a Seleção Brasileira vai ser sempre cobrada e temos um jogo muito importante contra o Equador. Não vai ser tarefa fácil por conta de tudo o que ronda a essa partida. Mas quem joga com esta camisa precisa saber lidar com esse tipo de pressão”, avisou Miranda.
A altitude é motivo de preocupação, tanto que a Seleção Brasileira viajou três dias antes do jogo para tentar minimizar os efeitos da altura de Quito. Tite, porém, trabalha para afastar esse fantasma. “Não estamos nos preparando para disputar uma maratona e sim um jogo de futebol, onde o aspecto técnico e tático é o que vai prevalecer. O nosso adversário é a seleção equatoriana e não a altitude “, lembrou Tite.
O treinador da Seleção Brasileira fechou o treino que serviria de base para definir a escalação, o que se torna um mistério. Por algumas atividades táticas abertas à imprensa, por exemplo, deu para perceber que o volante Paulinho e o atacante Gabriel devem ser as principais novidades em relação ao time que vinha sendo utilizado por Dunga.
Se Dunga faz mistério, os equatorianos sabem que terão um time de qualidade pela frente, liderado por Neymar. Porém, o técnico Gustavo Quinteros lembrou que os perigos do Brasil não se limitam ao atacante do Barcelona. “Não podemos nos preocupar apenas com o Neymar, pois a Seleção Brasileira tem grandes jogadores. Até laterais podem definir um confronto, portanto, todos merecem nosso respeito. O Equador vai tentar neutralizar todos os pontos fortes do Brasil e explorar seus pontos negativos para que o nosso estilo de jogo possa sobressair”, disse o treinador do Equador, que também passou a semana lembrando que seu time, por ter jogadores que atuam no futebol europeu, também sofrerá com os efeitos da altitude.
Quinteros faz mistério em relação ao time do Equador. No meio-de-campo, uma dúvida de ordem técnica. Os jogadores Gruezo e Orejuela disputam para ver quem será o terceiro volante.
O Equador jogará com Dreer; Paredes, Achilier, Luis Caicedo e Ayoví; Quiñónez, Noboa, Gruezo (Orejuela) e Martínez (Enner Valencia); Bolaños e Felipe Caicedo.
A Seleção Brasileira deve atuar com Alisson; Daniel Alves, Miranda, Gil e Marcelo; Casemiro, Paulinho, Renato Augusto e Willian; Neymar e Gabriel.