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Brasil sofre, mas derrota Suíça com gol de Casemiro no fim e avança às oitavas

Da Redação

| Edição de 28 de novembro de 2022 | Atualizado em 28 de novembro de 2022
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O Brasil garantiu  ontem com antecedência a presença nas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar ao derrotar a Suíça por 1 a 0. No Estádio 974, todo formado por contêineres desmontáveis, foi um volante quem resolveu uma partida complicada. Casemiro foi o protagonista  ao acertar um bonito chute de trivela no fim do segundo tempo, quando parecia ser impossível superar o ferrolho suíço.

A ausência do machucado Neymar, que permaneceu na sala de fisioterapia em tratamento de sua torção no tornozelo, dificultou a missão da seleção brasileira. Vini Jr se destacou com dribles e até chegou a balançar as redes, mas seu gol não valeu.

Assim como contra a Sérvia, o Brasil fechou o primeiro tempo sem gols diante dos suíços. Encontrou dificuldades, como esperado, para suplantar o bloqueio do rival europeu. Sem Neymar e com um esquema mais conservador pela entrada do volante Fred, a seleção teve Lucas Paquetá como articulador principal e foi improdutiva na criação. Trocou passes de um lado pro outro, acionou muito os pontas, mas não conseguiu se infiltrar.

A melhor - e única - oportunidade clara saiu dos pés de Vinicius Junior. Lançado por Raphinha nas costas da zaga suíça, o atacante não bateu como quis. Ele chutou de primeira sem força e viu Sommer espalmar para o lado sua finalização.  

Em baixa rotação, Lucas Paquetá nem voltou para o segundo tempo. Foi substituído pelo versátil Rodrygo. Depois, Tite lançou mão de Bruno Guimarães no lugar de Fred, este que fez uma apresentação ruim.

O time melhorou, passou a produzir mais ofensivamente e conseguiu ir às redes com Vini Jr. Mas o gol do atacante aos 20 minutos foi anulado rapidamente com o auxílio da tecnologia, que apontou posição irregular de Richarlison no lance.

A ineficiência dos atacantes levou Tite a mexer mais vezes. Incomodado, colocou Antony no posto de Raphinha e Gabriel Jesus no lugar de Richarlison, que não viveu uma jornada de brilho desta vez. As mudanças não alteraram o cenário do jogo, amarrado e difícil de desenrolar, sobretudo sem um craque para assumir a responsabilidade.

Até que Casemiro provou ser um volante completo e decidiu uma partida dura ao acertar bonito chute no fim da partida. Ele recebeu de Rodrygo no canto esquerdo da grande área e bateu com categoria, de trivela, longe do alcance de Sommer. Relaxado, o Brasil encerra a fase de grupos contra Camarões, sexta-feira, às 16h no Estádio Lusail. Basta um empate para terminar na liderança do Grupo G. 

Técnico Tite admite sentir falta do atacante Neymar no time

Habituado a enaltecer o seu grupo de jogadores, Tite atribuiu a vitória por 1 a 0 sobre a Suíça ontem “ao processo”. O triunfo que garantiu o Brasil no mata-mata da Copa do Mundo de forma antecipada só foi construído, na opinião do treinador, em decorrência de um ciclo de quatro anos que ele entende ter sido bem-feito. 

“Quem venceu hoje foi o processo. O processo de construção, o tempo de quatro anos de utilização de atletas, para que eles possam desenvolver, ter naturalidade e oportunidade mesmo jovens. Senão, é muito difícil. Fora o trabalho todo, o processo venceu hoje”, explicou o treinador, ao lado de seu auxiliar César Sampaio e do craque da partida, o volante Casemiro, autor do gol da vitória.

Tite não costuma comentar opiniões pessoais. Apenas diz que as respeita. Mas desta vez falou sobre uma postagem de Neymar apontando Casemiro o melhor volante do mundo “há muito tempo”. “Eu concordo com ele”, disse o treinador.

Neymar mais uma vez foi assunto na entrevista coletiva. O treinador reconheceu que a seleção brasileira sente falta de seu principal jogador porque o camisa 10 “tem atributos diferentes”. Mas salientou que os outros atacantes deram e vão continuar dando conta do recado.

“Num momento mágico, ele finta um, clareia e tem essa capacidade. Outros jogadores estão nesse processo pra atingir esse nível. Sentimos sim a falta do Neymar porque ele tem um poder criativo muito grande”, admitiu o treinador.