O Brasil se prepara para enfrentar o Marrocos em sua estreia na Copa do Mundo de 2026, neste sábado (13), às 19h, horário de Brasília, em Nova Jersey. O time marroquino, atual campeão da Copa Africana de Nações, chega ao Mundial como um dos destaques, após surpreender o mundo na Copa do Catar em 2022, quando alcançou o quarto lugar, superando até mesmo o Brasil, que terminou em sétimo após ser eliminado pela Croácia nos pênaltis.
Marrocos fez história ao se tornar a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, ganhando a simpatia de torcedores ao redor do globo. Na edição do Catar, os Leões do Atlas foram eliminados pela França, que acabou como vice-campeã após perder para a Argentina nos pênaltis.
Rachel Motta, historiadora e comentarista esportiva da TV Brasil, ressalta que a seleção marroquina será um adversário desafiador para o Brasil. "É um time que conta com um dos melhores laterais da história, Achraf Hakimi, enquanto a seleção brasileira enfrenta problemas no lado esquerdo", comentou, referindo-se ao jogador do Paris Saint-Germain (PSG).
????? ??????? ?????? ?????? ????????? ?????? ????????
— Équipe du Maroc (@EnMaroc) June 1, 2026
???Squad list of our Women's National Team called up for the training camp #DimaMaghrib ???? pic.twitter.com/hOxMqa1Aox
Para Rachel, Hakimi será uma peça chave no jogo, pressionando o ataque brasileiro, especialmente Vinicius Júnior, que joga pela esquerda. A vitória é crucial, pois a liderança do grupo pode oferecer vantagens nos cruzamentos da fase de mata-mata. Brasil e Marrocos estão no Grupo C, junto com Escócia e Haiti.
Abertura da Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11), com o jogo de abertura entre México e África do Sul, às 16h, horário de Brasília, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Os sul-africanos retornam ao Mundial após um hiato de 16 anos, desde que sediaram a Copa em 2010, a primeira no continente africano.
Outros destaques
Além de Marrocos e África do Sul, Rachel Motta destaca outras seleções africanas de relevância, como Senegal, Gana e Egito. Ela menciona o amistoso recente entre Brasil e Egito para ilustrar o potencial dos Faraós, que contam com jogadores de destaque como Mohamed Salah e Mahmoud Trezeguet.
O Egito retorna à Copa após ausência na última edição, sendo pioneiro entre as nações africanas e árabes a disputar o Mundial, em 1934, na Itália.
Senegal, que participa pela quarta vez, traz no elenco a estrela Sadio Mané, atualmente no Al-Nassr da Arábia Saudita. O time chega com a experiência de três Copas consecutivas e a memória do sucesso em 2002, quando chegou às quartas de final no Japão.
Sadio Sadio Sadio ?? ???? pic.twitter.com/FBqgKR8bzQ
— Football Senegal (@FootballSenegal) January 20, 2026
Gana, por sua vez, busca repetir ou superar o desempenho de 2010, quando chegou às quartas de final na África do Sul. Conhecida como Estrelas Negras, a seleção foi eliminada pelo Uruguai em um jogo controverso, marcado por um pênalti perdido após intervenção de Luis Suárez.
Rachel Motta elogia o estilo de jogo de Gana, destacando a habilidade e a paixão dos jogadores, que se inspiram no futebol brasileiro. Ela lembra que Gana já foi comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira no final dos anos 1960.
A Argélia, conhecida como Raposa do Deserto, participou do último Mundial no Brasil, em 2014, e protagonizou um jogo memorável contra a Alemanha nas oitavas de final, exigindo grande esforço do goleiro adversário.
Seleções estreantes
A Copa de 2026 também marca a estreia de seleções como Cabo Verde, que chega com jogadores da diáspora, muitos atuando na Europa. A República Democrática do Congo retorna após mais de 50 anos, superando desafios como a epidemia de ebola.
De apenas Egito em 1934 para 10 seleções em 2026
— Federação Cabo-verdiana de Futebol (@fcfcomunica) June 4, 2026
Estes foram os países africanos que representaram o continente no Mundial de futebol, sendo a primeira aparição em 1934 com o Egitohttps://t.co/3jbUwhpBYt
???? CAF
-----#FIFAWorldCup | #FIFAWorldCup2026 pic.twitter.com/R3hIoW1kKm
Rachel Motta destaca a diversidade desta edição, que valoriza os jogadores africanos, cada vez mais presentes no futebol europeu. Muitas seleções africanas têm recorrido a descendentes que vivem fora de seus países, formando as chamadas "seleções da diáspora".
Riscos
Apesar do entusiasmo, Rachel Motta alerta para os desafios que as delegações podem enfrentar. Recentemente, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada negada nos Estados Unidos, país anfitrião do Mundial, devido a tensões políticas.
"Os Estados Unidos estão em conflito com o Irã, e segundo regulamentos da Fifa e a Carta da ONU, que promovem a paz através do futebol, o país não deveria sediar uma Copa do Mundo", argumentou a historiadora.
Seleções africanas no Mundial 2026
- África do Sul
- Argélia
- Cabo Verde
- Costa do Marfim
- Egito
- Gana
- Marrocos
- República Democrática do Congo
- Senegal
- Tunísia
?
Com informações da Agência Brasil