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Copa: Brasil estreia contra Marrocos, que surpreendeu o mundo em 2022

(via Agência Brasil)

| Edição de 10 de junho de 2026 | Atualizado em 10 de junho de 2026

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O Brasil se prepara para enfrentar o Marrocos em sua estreia na Copa do Mundo de 2026, neste sábado (13), às 19h, horário de Brasília, em Nova Jersey. O time marroquino, atual campeão da Copa Africana de Nações, chega ao Mundial como um dos destaques, após surpreender o mundo na Copa do Catar em 2022, quando alcançou o quarto lugar, superando até mesmo o Brasil, que terminou em sétimo após ser eliminado pela Croácia nos pênaltis.

Marrocos fez história ao se tornar a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, ganhando a simpatia de torcedores ao redor do globo. Na edição do Catar, os Leões do Atlas foram eliminados pela França, que acabou como vice-campeã após perder para a Argentina nos pênaltis.

Rachel Motta, historiadora e comentarista esportiva da TV Brasil, ressalta que a seleção marroquina será um adversário desafiador para o Brasil. "É um time que conta com um dos melhores laterais da história, Achraf Hakimi, enquanto a seleção brasileira enfrenta problemas no lado esquerdo", comentou, referindo-se ao jogador do Paris Saint-Germain (PSG).

Para Rachel, Hakimi será uma peça chave no jogo, pressionando o ataque brasileiro, especialmente Vinicius Júnior, que joga pela esquerda. A vitória é crucial, pois a liderança do grupo pode oferecer vantagens nos cruzamentos da fase de mata-mata. Brasil e Marrocos estão no Grupo C, junto com Escócia e Haiti.

Abertura da Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11), com o jogo de abertura entre México e África do Sul, às 16h, horário de Brasília, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Os sul-africanos retornam ao Mundial após um hiato de 16 anos, desde que sediaram a Copa em 2010, a primeira no continente africano.

Outros destaques

Além de Marrocos e África do Sul, Rachel Motta destaca outras seleções africanas de relevância, como Senegal, Gana e Egito. Ela menciona o amistoso recente entre Brasil e Egito para ilustrar o potencial dos Faraós, que contam com jogadores de destaque como Mohamed Salah e Mahmoud Trezeguet.

O Egito retorna à Copa após ausência na última edição, sendo pioneiro entre as nações africanas e árabes a disputar o Mundial, em 1934, na Itália.

Senegal, que participa pela quarta vez, traz no elenco a estrela Sadio Mané, atualmente no Al-Nassr da Arábia Saudita. O time chega com a experiência de três Copas consecutivas e a memória do sucesso em 2002, quando chegou às quartas de final no Japão.

Gana, por sua vez, busca repetir ou superar o desempenho de 2010, quando chegou às quartas de final na África do Sul. Conhecida como Estrelas Negras, a seleção foi eliminada pelo Uruguai em um jogo controverso, marcado por um pênalti perdido após intervenção de Luis Suárez.

Rachel Motta elogia o estilo de jogo de Gana, destacando a habilidade e a paixão dos jogadores, que se inspiram no futebol brasileiro. Ela lembra que Gana já foi comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira no final dos anos 1960.

A Argélia, conhecida como Raposa do Deserto, participou do último Mundial no Brasil, em 2014, e protagonizou um jogo memorável contra a Alemanha nas oitavas de final, exigindo grande esforço do goleiro adversário.

Seleções estreantes

A Copa de 2026 também marca a estreia de seleções como Cabo Verde, que chega com jogadores da diáspora, muitos atuando na Europa. A República Democrática do Congo retorna após mais de 50 anos, superando desafios como a epidemia de ebola.

Rachel Motta destaca a diversidade desta edição, que valoriza os jogadores africanos, cada vez mais presentes no futebol europeu. Muitas seleções africanas têm recorrido a descendentes que vivem fora de seus países, formando as chamadas "seleções da diáspora".

Riscos

Apesar do entusiasmo, Rachel Motta alerta para os desafios que as delegações podem enfrentar. Recentemente, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada negada nos Estados Unidos, país anfitrião do Mundial, devido a tensões políticas.

"Os Estados Unidos estão em conflito com o Irã, e segundo regulamentos da Fifa e a Carta da ONU, que promovem a paz através do futebol, o país não deveria sediar uma Copa do Mundo", argumentou a historiadora.

Seleções africanas no Mundial 2026

  • África do Sul
  • Argélia
  • Cabo Verde
  • Costa do Marfim
  • Egito
  • Gana
  • Marrocos
  • República Democrática do Congo
  • Senegal
  • Tunísia

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Com informações da Agência Brasil