A partir das 17 horas de hoje, no Estádio do Pacaembu, Corinthians e São Paulo se enfrentarão pela quarta rodada do Campeonato Paulista. No primeiro Majestoso do ano, ambas as equipes buscarão se afirmar neste início de temporada.
Pelo Corinthians, ao mesmo tempo em que trouxeram confiança, as recentes vitórias sobre São Caetano (4 a 0) e Ferroviária (2 a 1) geraram indefinições. Toda a linha defensiva do time dirigido por Fábio Carille saiu desgastada do último compromisso. Assim como Júnior Dutra, cotado a barrar o contestado Kazim no comando do ataque.
“Não tenho problema em falar quem vai jogar. É que preciso ouvir os departamentos médico e físico para definir o time”, justificou Carille, que, de fato, não costuma fazer mistério. Desta vez, contudo, ele teme escalar os laterais Fagner e Juninho Capixaba, os zagueiros Balbuena e Pedro Henrique e o volante Gabriel e ver algum deles sair lesionado de campo.
Já a dúvida no ataque do Corinthians não é somente por causa de um problema físico. Júnior Dutra iniciou a temporada como reserva de Kazim, mas passou a ser elogiado desde que marcou um gol contra o São Caetano. O seu concorrente, ao contrário, acumula críticas desde o ano passado, quando era reserva de Jô. Seja como for, Carille espera dificuldades no Estádio do Pacaembu.
“A responsabilidade é dividida em todos os jogos grandes. Em muitas vezes, a superação prevalece nos clássicos, e não só a organização e o melhor momento. Uma equipe que não está bem pode vencer e ganhar força. Então, é 50% para cada um”, partilhou.
No São Paulo, buscando o entrosamento ideal, o técnico Dorival Júnior irá repetir a escalação da vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol. Recém-contratados, o zagueiro Anderson Martins e o meia-atacante Diego Souza estão garantidos entre os 11 iniciais, portanto.
O camisa 10 do time, contudo, está fora até do banco de reservas. O meia Cueva, que foi cortado do jogo em Mirassol por questões disciplinares, voltou a não ser relacionado pela comissão técnica. Assim, Shaylon seguirá na equipe titular.
Indo para a sua segunda partida pelo Tricolor, Anderson Martins vê o duelo como um divisor de águas.
“Clássico dá moral, respaldo da própria torcida que vai junto com a confiança que é gerada. Esse clássico é muito importante para as nossas pretensões no ano. Se vencermos, a confiança vai aumentar, a desconfiança que foi criada diminui, o trabalho vai fluir normalmente”, ressaltou o zagueiro, que no ano passado defendeu o Vasco.