As duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro mudaram os ambientes de trabalho de Corinthians e Santos. Enquanto o time da capital paulista afastou a crise com vitórias sobre Ponte Preta e Sport, o do litoral trocou a empolgação com a conquista do título estadual pela preocupação ao empatar com o Figueirense e perder para o Internacional. Às 21 horas de hoje, os rivais medirão forças no estádio de Itaquera.
Do lado corintiano, embora a fase seja melhor atualmente, existe a consciência de que apenas novos bons resultados convencerão os torcedores mais desconfiados. A equipe já ascendeu para a quarta colocação do Campeonato Brasileiro, mas foi cobrada por torcedores organizados até dentro do Centro de Treinamento Joaquim Grava após as eliminações no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América.
“Em se tratando de Corinthians, temos pressão sempre. Ficamos chateado nas derrotas, mas as vitórias mudam tudo”, sorriu o meia Giovanni Augusto, de olho na disputa pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro.
“Todos conhecem o Campeonato Brasileiro, um dos mais difíceis do mundo. Precisamos de regularidade, aumentando a nossa confiança e o nível técnico. Vamos tentar aproveitar o fator casa, como o time fez no ano passado”, acrescentou o jogador.
No clássico alvinegro, Giovanni novamente terá a companhia do ex-santista Marquinhos Gabriel e de Guilherme, que se reabilitou tecnicamente com um posicionamento mais adiantado, na armação de jogadas.
O técnico Tite ficou satisfeito com as mudanças que promoveu recentemente, com a entrada do volante Cristian para dar suporte ao trio de armadores. No gol, Walter também está mantido, apesar do incômodo do ídolo Cássio com a reserva.
Na Baixada Santista, já não são poucos os pedidos de paciência. A equipe sentiu mais do que esperava os desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. Os quatro pontos em doze disputados e a 12ª colocação incomodam e preocupam.
“O objetivo do grupo era começar melhor, sim. Ficamos chateados por não conseguir uma sequência legal. Contra o Figueirense, escaparam três pontos e agora fomos neutralizados pelo Internacional na Vila. Então, bola para frente. A competição é difícil. Precisamos passar por cima disso”, discursou o experiente zagueiro David Braz, um dos líderes que sobraram no elenco.
Fora os desfalques de suas estrelas, o “Peixe” vai com o que tem de melhor. O técnico Dorival Júnior não autorizou que a imprensa assistisse a qualquer treinamento e a grande dúvida é sobre a escalação de Rafael Longuine ou Ronaldo Mendes no meio-de-campo. Gustavo Henrique deverá voltar à zaga depois de cumprir suspensão na derrota para o Internacional.
Pressionado, cauteloso e até mesmo sem seus torcedores presentes, já que os clássicos em São Paulo são obrigatoriamente com torcida única, o “Peixe” vai encarar o Corinthians ciente do desafio que tem pela frente e de como um resultado pode mexer no clima do clube logo na sequência.