Dunga não é mais o técnico da Seleção Brasileira. Em reunião realizada ontem à tarde, no Rio de Janeiro, a CBF agradeceu ao treinador o trabalho realizado para em seguida comunicar sua demissão, ocorrida dois dias depois da derrota por 1 a 0 para o Peru, resultado que eliminou o Brasil da Copa América Centenário, nos Estados Unidos.
Além de Dunga, “deixam os cargos o coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, e toda a sua equipe”, disse o comunicado da entidade, que ainda não definiu um substituto na chefia da comissão técnica.
“A decisão foi tomada em comum acordo durante reunião nesta tarde (ontem) e, a partir de agora, a CBF inicia o processo de escolha da nova comissão técnica da Seleção. A CBF agradece a dedicação, a seriedade e o empenho da equipe durante a realização do trabalho”, acrescentou.
Procurado pela CBF para assumir a vaga após a demissão de Dunga, Tite já indicou aos dirigentes da entidade que aceitará o convite que será feito pessoalmente por Marco Polo Del Nero.
O técnico do Corinthians afirmou que assumir a Seleção é seu sonho de vida na carreira.
Com 52 anos de idade, Dunga não resistiu à pressão exercida por imprensa, torcida e dirigentes da entidade que comanda o futebol brasileiro. Diante dos fracassos à frente da Seleção nos últimos anos, o gaúcho de Ijuí iniciou sua segunda passagem pela equipe pentacampeã mundial no dia 22 de julho de 2014, exatamente duas semanas após o vexatório 7 a 1 sofrido contra a Alemanha, pelas semifinais da Copa do Mundo, no Estádio do Mineirão.
Ontem, Dunga preferiu não dar entrevista na sede da CBF, depois de uma reunião com o presidente da entidade.
O único que apareceu para falar com a imprensa foi o coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi, que também foi demitido.
"Estamos tristes pelo momento e de não ter concluído o trabalho, mas feliz pelo trabalho que conseguimos fazer. Saio daqui como sempre saí da Seleção. Eu me considero um vencedor, um cara que trabalha para vencer. Mesmo fora, vou estar torcendo", disse Rinaldi.