A FPF (Federação Paulista de Futebol) anunciou anteontem o desmembramento das rodadas da primeira fase do Campeonato Paulista do próximo ano, com datas, horários e transmissões. O ponto de curiosidade da tabela é a situação do Santos.
O clube alvinegro terá apenas um jogo transmitido pela Globo, única emissora com direitos para a TV aberta, número menor que da Inter de Limeira, que terá seus duelos com Corinthians e Palmeiras exibidos no canal. O time da Vila Belmiro passará na Globo na sétima rodada, contra o Ituano, no sábado de Carnaval.
Já o Palmeiras lidera o ranking de clubes que terão seus duelos exibidos em rede aberta. O time de Vanderlei Luxemburgo terá cinco jogos transmitidos pela Globo, sendo dois clássicos: contra São Paulo e Corinthians. Os demais serão contra Bragantino e Mirassol, além do já citado confronto com a Inter de Limeira.
A quantidade é expressivamente maior que Corinthians e São Paulo, que terão três jogos cada, incluindo os já citados confrontos contra o time alviverde.
Assim como ocorreu neste ano, a Globo não transmitirá jogos nas duas quartas-feiras de janeiro, que correspondem à primeira e à terceira rodada da competição. Em 2019, a atitude foi tomada para fortalecer o pay-per-view e preparar a estreia do novo horário do futebol no meio de semana, às 21h30.
As transmissões dos mata-matas do Paulista serão divulgadas apenas após o término da primeira fase. Já é certo que o torneio será encerrado em 26 de abril.
SÃO PAULO
O São Paulo trabalha para aumentar a sua receita em 2020 e não depender somente da venda de jogadores. Segundo apurou a reportagem, o departamento de marketing é uma das apostas do clube para não fechar o próximo ano no vermelho.
A ideia é que o clube tricolor alavanque a sua imagem com Daniel Alves e a participação na Copa Libertadores para conseguir receber cerca de R$ 80 milhões -em 2019, o time do Morumbi deve fechar as contas com cerca de R$ 46 milhões provenientes do setor.
O departamento de marketing é bastante questionado por parte do Conselho Deliberativo. Neste ano, as quedas precoces na Libertadores e na Copa do Brasil prejudicaram a venda de patrocínios. De acordo com relatório da diretoria, uma “variação negativa de R$ 5,8 milhões é representada pela perspectiva de negociação de uma cota de patrocínio na camisa oficial de jogo, fato que não ocorreu até o mês de agosto de 2019”.