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J. Hawilla, delator do escândalo da Fifa, morre em São Paulo

Folha Press

| Edição de 26 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Principal delator do escândalo de corrupção da compra de direitos de transmissão de direitos esportivos, que culminou com a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o empresário J. Hawilla morreu ontem em São Paulo, aos 74 anos. Ele estava internado desde a última segunda-feira, no Hospital Sirio-Libanês. Estava com problemas respiratórios.

Hawilla foi autorizado pela Justiça dos Estados Unidos a retornar ao Brasil em fevereiro, por causa de seus problemas de saúde.

Após fazer um acordo de delação, no qual pagou US$ 151 milhões (R$ 551 milhões), Hawilla aguardava a divulgação de sua sentença.Ele negociava com a Justiça americana que não tivesse que voltar mais aos Estados Unidos.

Em 16 de março, o procurador Richard Donoghue pediu à juíza Pamela Chen, responsável pelo caso, que a sentença de Hawilla fosse adiada para 2 de outubro. O prazo inicial era 23 de abril.