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Jogadores do Egito são recebidos como heróis após atuação na Copa

(via Agência Brasil)

| Edição de 10 de julho de 2026 | Atualizado em 10 de julho de 2026

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Com bandeiras, cânticos patrióticos e faixas proclamando "Os homens do Egito nos deixaram orgulhosos", uma multidão de torcedores acolheu a seleção egípcia de futebol em seu retorno ao país na sexta-feira (10). Os "Faraós" celebraram a melhor campanha do Egito em Copas do Mundo, um feito histórico para a nação.

O Aeroporto Internacional de Alamein, localizado na costa mediterrânea do Egito, foi o ponto de encontro para muitos torcedores que aguardavam ansiosamente a chegada dos jogadores e da comissão técnica, que retornavam da América do Norte. Nesta edição do torneio, o Egito conquistou sua primeira vitória em Copas do Mundo após quatro tentativas, avançando até as oitavas de final. Entre os presentes, muitos exibiam fotos do capitão Mohamed Salah, acompanhadas da palavra "Obrigado".

As celebrações se intensificaram quando a equipe embarcou em um ônibus aberto, desfilando pelas ruas de New Alamein e acenando para os torcedores que se aglomeravam para vê-los. O presidente Abdel Fattah al-Sisi planeja receber a equipe, junto com sua comissão técnica e administrativa, no sábado (11).

Entre a multidão, destacavam-se torcedores que carregavam grandes cartazes do técnico Hossam Hassan, envolto em uma bandeira palestina, em reconhecimento ao seu apoio à causa palestina durante o torneio. Hassan, o maior artilheiro da história do Egito, frequentemente carregava uma bandeira palestina em campo e expressava seu apoio aos direitos dos palestinos em coletivas de imprensa.

Apesar da dolorosa derrota por 3 a 2 para a Argentina de Lionel Messi nas oitavas de final, onde o Egito liderava por 2 a 0 até os minutos finais, a seleção voltou para casa com orgulho. Esta foi a melhor campanha do Egito em uma Copa do Mundo, com vitórias sobre a Nova Zelândia na fase de grupos e sobre a Austrália nos pênaltis nos 16 avos de final.

Antes do retorno da seleção, a Federação Egípcia de Futebol renovou os contratos de Hossam Hassan e seu irmão gêmeo, Ibrahim Hassan. Embora a federação não tenha divulgado a duração dos contratos, a mídia local sugere que eles se estenderão até 2030. Desde que assumiu o comando em 2024, Hassan, de 59 anos, revitalizou a seleção nacional, levando o Egito às semifinais da Copa Africana das Nações de 2025, encerrando um jejum de oito anos sem participação na Copa do Mundo e acumulando um histórico de 20 vitórias, nove empates e seis derrotas.

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Com informações da Agência Brasil