APrefeitura de Apucarana tem intensificado o chamado para que a população procure as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e se vacine contra a gripe. Com a liberação das doses para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade, a Autarquia Municipal de Saúde (AMS) registrou aumento no número de doses aplicadas, mas a cobertura vacinal dos grupos prioritários ainda não atingiu nem metade do público-alvo da campanha.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início em 28 de março. Até 28 de junho, quando a imunização era destinada aos grupos prioritários e demais públicos elegíveis, foram aplicadas 25.808 doses. Com a liberação da vacina para toda a população, em 29 de junho, o total de pessoas imunizadas passou para 27.950 até o dia 6 de julho. Em uma semana foram aplicadas 2.142 doses
Segundo Pablo Saito, coordenador da Vigilância Epidemiológica da AMS, 1.733 das novas doses (80,9%) foram destinadas à população em geral, enquanto outras 409 (19,1%) contemplaram pessoas dos grupos prioritários. “A ampliação da campanha aumentou o número de aplicações sem interromper o avanço da cobertura vacinal entre os grupos prioritários, que passou de aproximadamente 44,8% para 45,83%, com evolução especialmente entre crianças e gestantes”, explica. Apesar desse avanço, a cobertura vacinal dos grupos prioritários ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, reforçando a necessidade de ampliar a adesão à vacinação.
O alerta é reforçado pelo secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, que lembra que Apucarana já registrou dois óbitos por Influenza A neste ano e ressalta que a vacinação reduz significativamente o risco de complicações, internações e mortes. “A gripe não deve ser encarada como uma doença simples. Embora muitas pessoas se recuperem em poucos dias, o vírus pode evoluir para quadros graves, provocando pneumonia, insuficiência respiratória e agravamento de doenças crônicas, especialmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. Em alguns casos, até pessoas sem doenças prévias podem desenvolver complicações”, alertou.
Levantamento recente da Superintendência de Vigilância em Saúde, com base em exames sentinela coletados no município e analisados pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen), aponta que a Influenza B responde por 37,5% das amostras positivas. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) representa 25% dos casos, enquanto Influenza A (H3N2), Adenovírus e Rinovírus correspondem a 12,5% cada.
PARANÁ REGISTRA QUEDA DE CASOS DE SRAG
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), registrou uma queda de 14,6% no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Semana Epidemiológica 26, se comparada ao mesmo período de 2025. Apesar do cenário de redução dos casos, a Sesa reforça que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes.
De acordo com o boletim epidemiológico da Sesa divulgado nesta quarta-feira (08), o Estado contabilizou 13.782 casos de hospitalização por SRAG em 2026, número menor que o registrado no mesmo período de 2025, que somou 16.140.
Os casos afetam principalmente os extremos de idade – os menores de 6 anos e os maiores de 60 anos. Houve 5.723 casos em menores de 6 anos. Em idosos, a partir de 60 anos, são 4.572 casos.