A cafeicultura está avançando a passos largos na região. Relatório preliminar do Valor Bruto da Produção (VBP), divulgado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), aponta que o faturamento da cultura cresceu 66% na área do Núcleo Regional de Apucarana, saltando de R$ 85,7 milhões em 2024 para R$ 142,5 milhões no ano passado. A região, que abrange 13 municípios, registrou alta de 46% na produção do grão, chegando a 4,5 mil toneladas. Para a Associação de Cafeicultores de Apucarana (Acap), a alta é reflexo da elevação no preço do grão, acompanhada de incentivos como a distribuição de mudas e a conquista do selo de Indicação Geográfica (IG).
Com mais de 1,3 mil hectares plantados, Apucarana lidera o desempenho regional. O aumento de 60% na produção resultou em um faturamento de R$ 90,3 milhões em 2025, o que representa 63,4% do total da região. O valor é 82% superior ao de 2024, configurando o maior crescimento local. Cambira aparece na sequência com R$ 27 milhões (alta de 51%), seguida por Jandaia do Sul, com R$ 18,5 milhões. Na contramão, Arapongas e Novo Itacolomi tiveram quedas de 28% e 45% no faturamento, respectivamente, enquanto Mauá da Serra não possui registro da atividade.
Na opinião do presidente da Acap, Carlos Bovo, o cenário reflete a valorização do grão, a distribuição de mudas pelas prefeituras e o selo de Indicação Geográfica (IG) da Serra de Apucarana. “O preço ajudou muito, assim como a qualidade e a quantidade. A colheita foi muito boa. Também já estamos colhendo os frutos do aumento da área plantada, iniciado há alguns anos”, explica Bovo.
O cafeicultor também ressalta o papel da modernização para o avanço nos trabalhos no campo e destaca que o clima e a altitude da região têm colaborado com o cultivo. “Hoje, usamos novas técnicas, como colheitadeiras, máquinas de recolhimento no chão, colheita no pano, além de lavadores e secadores modernos”, salienta.
A expectativa agora é aumentar ainda mais o volume colhido e o plantio de mudas para ampliar o VBP deste ano. “Vemos uma forte renovação das lavouras e até produtores que haviam abandonado o café estão retomando a cultura com força”, conclui Bovo.