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Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de agosto de 2026 | Atualizado em 15 de agosto de 2026

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O Osasco São Cristóvão Saúde expressou sua surpresa após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar uma nova política de elegibilidade que permite apenas atletas do sexo biológico feminino nas competições femininas. A oposta Tifanny, a primeira atleta trans a competir na Superliga em 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou o título da temporada 2024/2025 com a equipe.

Imagem ilustrativa da imagem Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei
Osasco apoia Tifanny após mudança que veta trans no vôlei feminino. Foto: Osasco - @carol__fotografia - Osasco - @carol__fotografia

Em comunicado, o Osasco afirmou ter sido "surpreendido" pela decisão da CBV, destacando que a medida foi tomada "sem qualquer participação ou opinião prévia do clube". O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que está avaliando a normativa para definir os próximos passos. O clube também declarou "integral apoio a Tifanny".

A Federação Paulista de Volleyball (FPV) também se manifestou, informando que, como o Campeonato Paulista começou antes da nova política, "eventuais medidas" serão consideradas para futuras competições após análise jurídica e de saúde.

Assim, Tifanny permanece liberada para disputar o Campeonato Paulista. A equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30, no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

A CBV afirmou que o novo critério de elegibilidade busca alinhar-se com as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas devem cumprir os critérios da nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior permitia que mulheres trans competissem desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de um limite específico. A nova determinação será aplicada nas próximas edições da Superliga, Supercopa, Copa Brasil e Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar permitindo a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), após pedido da própria CBV. Antes disso, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou um requerimento sobre a participação de atletas trans em eventos esportivos locais.

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Com informações da Agência Brasil