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Palmeiras cita perseguição após novo vermelho a Abel

Da Redação

| Edição de 01 de junho de 2023 | Atualizado em 01 de junho de 2023
O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Fortaleza EC, durante partida válida pelas oitavas de final, volta, da Copa da Copa do Brasil, na Arena Castelão. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Fortaleza EC, durante partida válida pelas oitavas de final, volta, da Copa da Copa do Brasil, na Arena Castelão. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

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O Palmeiras divulgou  ontem uma nota oficial cobrando providências da CBF após o técnico Abel Ferreira ser novamente expulso. O treinador português foi punido com vermelho na derrota para o Fortaleza, por 1 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na quarta-feira (31). Foi o 50º cartão do treinador desde que ele chegou ao País.

O clube afirma que Abel é alvo de “atitudes persecutórias” e pede “o mesmo tratamento concedido aos seus colegas de profissão pelas comissões de arbitragem”. “A explicação contida na súmula para a expulsão do nosso técnico, ontem (quarta-feira), contra o Fortaleza, falta com a verdade e será contestada pelo clube nas esferas competentes”, escreveu o Palmeiras.

Dentro do clube paulista são citados casos em que o treinador adversário também reclama com a arbitragem e não recebe punição. Um exemplo é o lance do cartão amarelo contra o Fortaleza, em que Vojvoda sai da sua área técnica e não é advertido.

“Não podemos aceitar atitudes persecutórias contra um profissional competente e vitorioso que, ao longo de mais de dois anos de trabalho à frente do Verdão, vem valorizando o futebol brasileiro de forma inconteste”, cobrou o clube paulista

Após o duelo que classificou o Palmeiras para as quartas de final da Copa do Brasil, Abel ironizou o número excessivo de cartões recebidos por ele. “Há esse lado positivo. Ficar em casa, não viajar, curtir a família, comandar o jogo sentado no sofá, beber minha água com gás, tranquilo, perna cruzada em cima do sofá, com os fones de ouvido, desfrutando da minha equipe, com orgulho que tenho de vê-la jogar. Se o clube quiser prolongar meu contrato nessas condições, eu passo a comandar a equipe de casa, se me deixarem”, afirmou o técnico.

Abel Ferreira disse, ainda, que o apertado calendário do futebol brasileiro também é prejudicial aos árbitros. De acordo com o comandante alviverde, se os árbitros estivesses mais “oxigenados” e descansados, não cometeriam tantos erros e, assim, não provocariam tantas reclamações dos técnicos.

“Se queremos bons jogos, temos de dar condições para os jogadores repousarem. Daqui a três dias, temos de jogar outra vez. Vou levar mais uns cartões para descansar, mas não sou o único que precisa descansar. Jogadores e árbitros também para estarem ‘frescos’ para tomar decisões.”