Sem vencer há três jogos, com um time quase todo de reservas perdendo para o Linense na reabertura do Palestra Itália no sábado, o Palmeiras errou o que podia errar. Essa é a sensação de elenco e comissão técnica para a estreia do clube na Libertadores, às 21h45 de hoje, em visita ao River Plate uruguaio, em Maldonado.
O time começa a participação no principal torneio do semestre bem diferente do que imaginava. A base que conquistou a Copa do Brasil não tem dado mais resultado, assim como o 4-2-3-1 que Marcelo Oliveira não desiste. O técnico está sob pressão, mas mantém o esquema e faz mistério na escalação.
É mais provável que seja repetida a escalação que ficou no 0 a 0 diante do Oeste, na quarta-feira passada, pelo Campeonato Paulista, ainda com o zagueiro Roger Carvalho no lugar de Edu Dracena, machucado. A esperança é de que a postura mude, já que o adversário tem seu ímpeto como trunfo.
“Não estamos 100%, temos de melhorar muito, mudar um pouco até o jeito de jogar porque Libertadores é muito truncada, com muita marcação. O River é uma equipe que começa a marcar desde lá da frente, todos dão combate quando o time perde a bola. Não podemos ser diferentes disso, ainda mais jogando fora de casa”, ensinou Rafael Marques.
Os reservas do “Verdão” golearam o River Plate uruguaio por 4 a 0 em jogo-treino realizado há menos de um mês, mas o time da casa atuou sem seus principais jogadores também. A imagem que fica do xará do atual campeão da Libertadores é de uma equipe veloz e aguerrida.
O Palmeiras jogará com Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca, Jean, Robinho, Dudu e Gabriel Jesus, Barrios.
O River Plate está no grupo 2 – ao lado do Palmeiras, do argentino Rosário Central e do também uruguaio Nacional – porque eliminou a Universidad de Chile em fase preliminar da Libertadores, vencendo em casa por 3 a 0 e segurando o 0 a 0 em Santiago.