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Após 24 dias, buscas por crianças se concentram em mata, rio e lagos

(via Agência Brasil)

| Edição de 27 de janeiro de 2026 | Atualizado em 28 de janeiro de 2026

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Após mais de três semanas de incertezas, a Polícia Civil do Maranhão intensificou as investigações e as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. As crianças foram vistas pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA).

As buscas, que já duram 24 dias, concentram-se agora na mata e na margem oposta do Rio Mearim, locais onde cães farejadores detectaram o cheiro dos irmãos.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, declarou em uma rede social que as buscas continuam em áreas de mata, rios e lagos, enquanto a investigação prossegue de forma rigorosa. Ele ressaltou que os detalhes das investigações não são divulgados para não comprometer o trabalho policial.

Denúncias e Fake News

Nesta segunda-feira (26), o secretário Martins também comentou sobre uma denúncia que afirmava que as crianças teriam sido vistas em São Paulo. Ele desmentiu a informação, classificando-a como falsa e criticou a disseminação de fake news sobre o caso.

“Foi verificada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi deslocada e atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se confirmou”, afirmou.

Martins reforçou que as buscas pelos irmãos continuam, com equipes atuando em áreas de difícil acesso e a Polícia Civil conduzindo a investigação de forma rigorosa. Ele alertou que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime.

Testemunhas e Investigações

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todas as pessoas ouvidas até o momento foram chamadas na condição de testemunhas, e qualquer informação diferente disso é falsa.

Desaparecimento

O desaparecimento das crianças ocorreu no dia 4 de janeiro, quando saíram para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauan, de 8 anos e primo das crianças, foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, próximo ao local do desaparecimento. Ele relatou ter deixado os primos enquanto buscava ajuda.

Desde então, a área de buscas, que abrange cerca de 54 quilômetros quadrados, é caracterizada por mata de vegetação densa, terreno irregular, com poucas trilhas, além de açudes, o Rio Mearim e lagos.

Na última quarta-feira (21), Anderson Kauan auxiliou nas buscas, mostrando aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim, após receber alta hospitalar.

Equipamentos e Apoio

Militares da Marinha estão utilizando sonar para varrer um trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. Este equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.

“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, concluiu Brandão.



Com informações da Agência Brasil