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Cientistas identificam nova espécie de barbeiro

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil (via Agência Brasil)

| Edição de 21 de junho de 2022 | Atualizado em 21 de junho de 2022

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Cientistas liderados por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriram uma nova espécie de barbeiro, que também é capaz de transmitir o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. A amostra que permitiu a descoberta foi coletada em 2004 na região de La Paz, capital da Bolívia.

Imagem ilustrativa da imagem Cientistas identificam nova espécie de barbeiro
Imagem ilustrativa da imagem Cientistas identificam nova espécie de barbeiro

A identificação da espécie, batizada de Panstrongylus noireaui, ocorreu após um estudo da Universidade da República do Uruguai ter constatado diferenças genéticas e moleculares de espécimes que até então estavam descritos como da espécie Panstrongylus rufotuberculatus, já conhecida pela comunidade científica. Ambas pertencem à subfamília dos triatomíneos, insetos popularmente conhecidos como barbeiros.

Apesar de as duas espécies serem muito parecidas, após a análise genética foi realizada uma observação mais detalhada em que foi possível perceber também uma pequena distinção nas genitálias dos exemplares machos.

O chefe do Laboratório Nacional e Internacional de Referência em Taxonomia de Triatomíneos do IOC, Cleber Galvão, explicou que, por ser muito pequena, a diferença só se tornou visível após uma dissecção dos espécimes. "Podemos dizer que elas são espécies irmãs, que em algum momento tiveram um ancestral comum".

A escolha do nome da nova espécie presta homenagem ao pesquisador francês François Noireau, que morreu em 2011. Segundo a Fiocruz, Noireau atuou como professor do Institut de Recherche Pour Le Développement, na França, e colaborou em diversas atividades no estudo de insetos no IOC.

A descoberta foi publicada em um artigo no periódico científico Zookeys. Participaram da identificação Hélcio Reinaldo Gil Santana, do Laboratório de Diptera do IOC; Tamara Chavez, do Instituto Nacional de Laboratórios de Saúde da Bolívia, e Sebastián Pita e Francisco Panzera, ambos da Universidade da República do Uruguai.