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Com vias interditadas, Rio de Janeiro entra em estágio 2 de atenção

(via Agência Brasil)

| Edição de 28 de outubro de 2025 | Atualizado em 28 de outubro de 2025

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O município do Rio de Janeiro encontra-se em estágio 2 de atenção devido à operação conjunta das polícias Militar e Civil, realizada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, que visa desmantelar lideranças criminosas e enfraquecer o Comando Vermelho, mobiliza 2,5 mil policiais civis e militares, conforme informações do governo estadual.

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro informou que diversas vias nos arredores dos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier, na zona norte, além de Freguesia, em Jacarepaguá, e Taquara, na zona sudoeste, estão temporariamente interditadas devido às operações policiais.

Segundo a Rio Ônibus, mais de 100 linhas de ônibus tiveram seus itinerários alterados. A Mobi-Rio relatou que os corredores Transbrasil e Transcarioca do BRT, bem como os serviços de conexão do BRT, foram afetados pelas operações.

Recomendações da Prefeitura

  • Evitar circular nas áreas afetadas pelas operações policiais;
  • Permanecer em locais seguros;
  • Mantenha-se informado através dos meios de comunicação e canais oficiais do COR;
  • Baixe o aplicativo do COR.Rio, disponível para Android e iOS;
  • Em caso de emergência, utilize os telefones 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros).

A operação, ainda em andamento, resultou em pelo menos 60 mortes. Até o momento, 81 pessoas foram presas, 72 fuzis apreendidos e uma grande quantidade de drogas ainda está sendo contabilizada, conforme o governo do estado.

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Operação no Rio de Janeiro conta com 2,5 mil policiais - Foto : Reuters/Aline Massuca/Proibida reprodução

Preocupação com os Direitos Humanos

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) expressou, em nota, sua extrema preocupação com a escalada de violência gerada pela megaoperação. A comissão pretende oficiar o Ministério Público e as polícias Civil e Militar para obter explicações sobre as circunstâncias da ação, que transformou novamente as favelas do Rio em cenários de guerra.

Para a presidente da comissão, deputada Dani Monteiro (PSOL), “nenhuma política de segurança pode se sustentar sobre esse banho de sangue”.

“O Estado não pode continuar tratando a vida de todas as vítimas como descartável, nem as favelas como território inimigo ou palco de espetáculo. É preciso garantir a proteção de moradores e policiais, priorizando direitos, inteligência e planejamento em vez de violência e terror”, afirmou a deputada.



Com informações da Agência Brasil