O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) conseguiu, em segunda instância, que Bernardo Bello e o ex-policial Wagner Dantas Alegre sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid. O crime ocorreu em fevereiro de 2004, quando Bid foi morto na porta de sua casa após retornar dos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.
Alcebíades era irmão de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, também contraventor, assassinado em 1999. A morte de Bid intensificou uma disputa violenta entre os herdeiros da família no controle do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
Bernardo Bello, que foi casado com Tamara Garcia, filha de Maninho, começou a se envolver no jogo do bicho após a morte de Maninho e de seu pai, Waldemir Paes Garcia, conhecido como seu Miro. Este último foi presidente da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro e faleceu pouco depois de Maninho, devido a problemas de saúde.
Envolvimento de Wagner Dantas Alegre
Wagner Dantas Alegre, ex-policial militar e apontado como matador de aluguel, teria se aliado a Fernando Bello para executar Bid. Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, Alegre foi o responsável pelos disparos que mataram Bid. Atualmente, tanto Alegre quanto Bello estão foragidos da Justiça.
Decisão Judicial
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou os recursos apresentados pelas defesas de Bernardo Bello e Wagner Alegre. A decisão foi unânime entre os desembargadores, após sustentação oral feita por uma procuradora de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ.
Contexto do Crime
De acordo com o MPRJ, o assassinato de Bid ocorreu em meio a uma disputa violenta pelos pontos de exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro. A denúncia aponta que Bernardo Bello teria ordenado e coordenado o assassinato, enquanto Wagner Alegre, que atuava como segurança de Bello, executou os disparos.
O crime foi facilitado pela colaboração de seguranças de Bid, que forneceram informações cruciais para a execução do homicídio. O atentado ocorreu na madrugada de 25 de fevereiro de 2020, durante o carnaval, quando Alcebíades retornava da Marquês de Sapucaí.
Com informações da Agência Brasil