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Defesa Civil de SP retoma gabinete de crise após previsão de chuvas

(via Agência Brasil)

| Edição de 08 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 08 de fevereiro de 2026

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A Defesa Civil de São Paulo reativou, na tarde deste domingo (8), o gabinete de crise para lidar com chuvas e deslizamentos no estado. A decisão foi tomada após a previsão de precipitações ultrapassar 100 mm diários, nível considerado de perigo extremo.

O gabinete reúne órgãos governamentais, como agências reguladoras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, além de concessionárias de energia, água, gás e telefonia. O objetivo é agilizar o atendimento a emergências nas cidades mais afetadas.

"As chuvas se intensificaram nas últimas 24 horas devido a um sistema de baixa pressão no oceano, associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Os maiores volumes foram registrados na Faixa Leste, Litoral e Noroeste do estado", informou o órgão.

A cidade de São Carlos registrou o maior volume de chuva, com 137 mm, seguida por Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm), Elias Fausto (100 mm) e São Luís do Paraitinga (83 mm).

"Os volumes são extremamente elevados para um único dia. Em São Carlos, por exemplo, choveu cerca de 80% da média histórica esperada para todo o mês de fevereiro em apenas 24 horas, o equivalente à chuva de aproximadamente 24 dias".

"Em Ubatuba, o acumulado representou 72,5% do volume mensal, enquanto em São José do Rio Preto o total registrado corresponde ao esperado para cerca de 15 dias de fevereiro", complementou a Defesa Civil.

Houve registros de alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras em diferentes regiões do estado, além de 13 pessoas desalojadas e quatro desabrigadas. Não há registro de mortes ou feridos.

Orientações à população

A Defesa Civil recomenda que a população adote medidas preventivas durante períodos de chuva intensa, como evitar áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

Outra orientação é não atravessar ruas alagadas ou áreas com correnteza, ficar atento a sinais de deslizamento, como rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas, e acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil por meio de telefones ou sirenes.



Com informações da Agência Brasil