GERAL

min de leitura

Deputado nega envolvimento com suposto desvio de recursos de município

(via Agência Brasil)

| Edição de 08 de julho de 2025 | Atualizado em 08 de julho de 2025

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) foi mencionado na Operação Underhand, uma ação da Polícia Federal (PF) realizada nesta terça-feira (8). A operação visa aprofundar as investigações sobre possíveis desvios de recursos públicos destinados a municípios do Ceará, por meio de emendas parlamentares. Em resposta, Mano declarou não ter qualquer envolvimento com os fatos investigados.

Em comunicado oficial, o deputado afirmou que, em sua função parlamentar, não exerce atividades executivas ou administrativas em prefeituras, nem participa de processos licitatórios, comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos.

Notícias relacionadas:

"O parlamentar reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública", informou a assessoria de Mano, acrescentando que o deputado está convencido de que, ao fim da apuração, "a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta".

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Pedro Campos, também se manifestou, expressando a expectativa de que todos os fatos sejam esclarecidos rapidamente e que o devido processo legal seja respeitado, garantindo aos investigados o direito à ampla defesa.

Conforme informações da PF, membros de uma suposta organização criminosa estariam fraudando processos licitatórios e contratos firmados por prefeituras de municípios cearenses para desviar e se apropriar de dinheiro público.

"As condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fim eleitoral", destacou a corporação, em nota.

Além de Júnior Mano, outros cinco investigados são alvo da operação policial, que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Devido ao caráter sigiloso da investigação, os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.

Foram cumpridos quinze mandados de busca e apreensão em Brasília e nas cidades cearenses de Fortaleza, Baixio, Canindé, Eusébio e Nova Russas. Com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), Mendes também autorizou o bloqueio de R$ 54 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados ou a empresas nas quais eles tenham participação.

O ministro também permitiu o acesso aos dados telemáticos de celulares apreendidos, o compartilhamento integral das provas com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a abertura de uma investigação específica para apurar, de forma aprofundada, a possível participação de autoridades com foro privilegiado na destinação e execução ilícitas de emendas parlamentares.



Com informações da Agência Brasil