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EBC instala antena de TV 3.0 na Torre de TV, em Brasília

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 02 de fevereiro de 2026
Imagem descritiva da notícia EBC instala antena de TV 3.0 na Torre de TV, em Brasília

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A instalação da primeira estação experimental da TV 3.0 em Brasília começou nesta segunda-feira (3), com a colocação de uma antena na Torre de TV, parte da estrutura da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Este é um passo inicial para preparar as infraestruturas de transmissão que testarão essa nova tecnologia antes de sua expansão para o resto do país.

No içamento da antena, o presidente da EBC, André Basbaum, destacou a participação contínua da empresa no processo de evolução da comunicação pública, desde a assinatura do decreto presidencial até a articulação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Estamos aqui voando para a TV do futuro, com uma tecnologia nova, um bem para o povo brasileiro, um serviço novo", afirmou Basbaum.

A TV 3.0 representa a evolução da TV digital, iniciada em 2007, combinando transmissão aberta com serviços de internet. O diretor de Radiodifusão Privada do Ministério das Comunicações (MCom), Nelson Neto, ressaltou que essa inovação permitirá à população desfrutar de imagens e áudio de qualidade superior, além de recursos avançados de interatividade típicos das plataformas digitais.

“Teremos um ganho de imagem com qualidade de até 8k, melhor qualidade de som, o imersivo, e a população brasileira vai ter uma nova forma de fazer suas compras por meio da televisão 3.0. A publicidade será diferente e a população estará mais próxima das informações”, explicou o diretor do MCom.

Comunicação pública

Em janeiro, o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), presidido pela Anatel, autorizou a EBC e a Câmara dos Deputados a transmitirem, de forma contínua, as programações da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e da Rede Legislativa, a partir de duas estações de teste, uma em Brasília e outra em São Paulo. As emissoras públicas geridas pela EBC são a TV Brasil, o Canal Gov e o Canal Educação.

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Primeira estação de TV 3.0 (detalhe da antena branca), estrutura responsável por veicular as programações da EBC e da Rede Legislativa - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Segundo o presidente da EBC, André Basbaum, a participação da comunicação pública no projeto da TV 3.0 é uma oportunidade para ampliar o acesso à informação e promover a inclusão digital.

“É a televisão do futuro, que une a radiodifusão à internet e amplia a experiência dos usuários no consumo do audiovisual na televisão. A EBC tem uma participação fundamental e pioneira na origem do processo”, afirmou.

Basbaum também destacou a importância do jornalismo profissional na comunicação. “Hoje, a comunicação é central na vida das pessoas, dos governos, das empresas, das instituições. E nós, jornalistas profissionais, temos que ter ainda mais rigor na técnica, na checagem da informação, porque vamos ser muito mais importantes do que já fomos e do que somos. E uma televisão pública, como a TV Brasil, uma empresa pública, como a EBC, precisam ter o jornalismo como frente, testa, olhos e farol desse processo”, ressaltou.

Para o diretor-geral da EBC, David Butter, a montagem da primeira estação experimental da TV 3.0 representa a chegada da comunicação pública para implantar o tipo de televisão que permite mais possibilidades para quem produz conteúdo e para o público.

“Esse marco coloca a comunicação pública onde ela deve estar, à frente da inovação, na frente dos esforços de comunicação, de integração com tecnologia. Nesse contexto, a comunicação pública da EBC é representante, faz parte e tem uma responsabilidade ainda maior. Isto porque seus valores estão ancorados nos valores de cidadania que são a defesa de direitos e os esclarecimentos à população”, afirmou.

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Gerente de Projetos William Zambelli (E); presidente da EBC, André Basbaum (C), diretor do MCom, Nelson Alves (C), e o conselheiro da Anatel Octavio Penna (D), durante montagem da primeira estação de TV 3.0 - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Processo

A estação experimental da TV 3.0 operará em canal de 6 Mhz e integra o cronograma nacional de implantação do novo padrão da TV digital. Sua implantação gradativa é gerenciada pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired).

Para que a nova tecnologia saia do laboratório e estações-teste e, enfim, chegue às salas dos cidadãos, o presidente do Gired, conselheiro da Anatel Octavio Pieranti explica que a estação experimental de Brasília será usada para teste da tecnologia de última geração e medição da qualidade do sinal por todas as emissoras de televisão comerciais e públicas da capital federal, em um ambiente colaborativo.

“O Gired está implantando estações teste da TV 3.0, que depois vão ser colocadas no nosso sistema de transmissão comercial e diária. Quando for concluída essa fase e marcada a data para inauguração da TV 3.0 no Brasil, essas emissoras vão funcionar normalmente, como qualquer outra”, detalhou Pieranti.

A agenda e implantação da TV 3.0 no Brasil não está totalmente definida pelo governo federal. A expectativa é de que a tecnologia entre no ar em junho deste ano, a tempo da Copa do Mundo de Futebol.

Televisão do futuro

O presidente do Gired, Octavio Penna Pieranti, explica que a evolução da TV 3.0 se dará por meio da interação de aplicativos diretamente no televisor, substituindo os canais numéricos tradicionais, e pela transmissão de dados adicionais, além de acesso a plataformas de serviços públicos diretamente pela televisão.

“Quem tiver acesso à internet, terá a possibilidade de interagir com diversos conteúdos, de baixar determinados conteúdos fora da grade de programação normal e de acessar plataforma de serviços públicos do governo federal e, depois, com parceiros estaduais e municipais. Também traz uma inovação significativa na relação entre telespectador e seu aparelho de televisão”, resumiu.

A TV 3.0 foi projetada para ser híbrida, unindo o sinal de radiodifusão à internet. Por isso, quem não tiver acesso à internet continuará sintonizando os canais abertos, por meio do sinal digital. Os dois sistemas vão funcionar simultaneamente.

O Ministério das Comunicações esclarece que nenhum brasileiro será prejudicado com a implantação da TV 3.0 e que nenhum cidadão precisará trocar de TV imediatamente.

O diretor de Radiodifusão Privada do MCom, Nelson Neto, disse que o governo federal quer garantir acesso democrático e acessível à nova tecnologia.



Com informações da Agência Brasil