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Estudo diz que beber café reduz risco de arritmia cardíaca

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de novembro de 2025 | Atualizado em 11 de novembro de 2025

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Um estudo inovador realizado pela Universidade da Califórnia, em São Francisco, e pela Universidade de Adelaide, na Austrália, sugere que o consumo diário de uma xícara de café pode reduzir em 39% o risco de desenvolver arritmia cardíaca, caracterizada por batimentos cardíacos irregulares e acelerados.

O eletrofisiologista Gregory Marcus, da UCSF, explica que a cafeína, além de ser um diurético que pode ajudar a diminuir a pressão arterial, também pode reduzir o risco de arritmia. Outros componentes do café possuem propriedades anti-inflamatórias que podem trazer benefícios adicionais, conforme publicado no site Science Daily.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores conduziram testes clínicos envolvendo 200 pacientes com casos recorrentes de arritmia cardíaca, histórico do problema ou condições correlatas.

Choque elétrico

Os participantes do estudo passaram por um procedimento de cardioversão elétrica, que consiste na aplicação de um choque elétrico para restaurar o ritmo normal do coração.

Após o procedimento, os pacientes foram divididos em dois grupos: um foi orientado a consumir uma xícara de café com cafeína diariamente por seis meses, enquanto o outro foi instruído a evitar qualquer substância com cafeína pelo mesmo período.

Ao término do estudo, o grupo que consumiu café apresentou um risco 39% menor de desenvolver arritmia. Christopher Wong, um dos autores do estudo, destaca que a pesquisa desafia a visão tradicional da medicina sobre o consumo de café por pessoas com problemas cardíacos.

“Médicos sempre recomendaram aos pacientes com arritmia cardíaca minimizar o consumo de café, mas esse teste sugere que o seu consumo é seguro e pode até mesmo proteger o indivíduo,” afirmou Wong.

De acordo com os dados do estudo, a fibrilação atrial é mais comum em pessoas acima dos 60 anos e em indivíduos com sobrepeso. Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos são afetados por essa condição.



Com informações da Agência Brasil