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Explosão: apuração vai revelar o que deu errado, diz diretor da Comgás

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de maio de 2026 | Atualizado em 13 de maio de 2026

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O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcolmo, afirmou que a investigação sobre as circunstâncias que levaram à explosão de uma tubulação no bairro do Jaguaré irá esclarecer "o que deu errado". A explosão, ocorrida na tarde de segunda-feira (11), afetou dezenas de casas.

Moradores relataram ter sentido um forte cheiro de gás cerca de três horas antes do estrondo, que resultou na morte de um homem de 49 anos e na condenação de cinco imóveis à demolição. Outras três pessoas ficaram feridas.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13), Dalcolmo destacou que a Comgás possui "metas regulatórias muito claras" para atendimento em emergências e se considera uma empresa "de referência em segurança". No entanto, ao ser questionado sobre a tentativa de evacuação dos imóveis durante o atendimento da equipe da Comgás, ele não respondeu.

“A nossa resposta à emergência é bem mais rápida do que o tempo regulatório. Mas, no caso específico do Jaguaré, esse aspecto precisa ser analisado junto com todos os outros que estão sendo investigados.”

Dalcolmo enfatizou a seriedade do processo de investigação, destacando a importância de identificar todos os fatos: “Para que possamos entender o que deu errado, pois, apesar do cumprimento dos protocolos de segurança, algo falhou.”

“O momento do chamado, o tempo de resposta, a atuação de todas as concessionárias, o papel das terceirizadas, a entrevista com os moradores... Todos esses e outros aspectos serão consolidados pelas autoridades para que tenhamos um relatório robusto, que entregue não apenas o diagnóstico, mas também recomendações para melhorias nos protocolos”, acrescentou.

Marcação do solo

Houve questionamentos sobre o mapeamento do solo antes da execução de obras na via. Dalcolmo afirmou que as empresas sempre se alinham antes de todas as operações, o que foi reiterado pela diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, presente na coletiva.

A diretora da Sabesp explicou que existe um manual de atuação para o compartilhamento de solo nas cidades.

“Fizemos a marcação do solo, indicando onde está uma rede e onde está a outra. Todo esse trabalho preliminar foi realizado. As equipes da Sabesp e da Comgás atuavam em parceria no local, e por isso reforço: estamos juntos antes, durante e depois.”

Samanta Souza não comentou sobre a identificação de responsabilidades de cada empresa no incidente que levou à explosão.

Ressarcimento

Sabesp e Comgás estão oferecendo um auxílio emergencial de R$ 5 mil às famílias afetadas. Este valor não está vinculado ao ressarcimento dos danos materiais aos imóveis, que ainda será realizado pelas duas empresas, conforme confirmado pelos representantes.

“Tanto Sabesp quanto Comgás, além dos R$ 5 mil e da disponibilização do aplicativo de transporte, farão o ressarcimento dos danos materiais e das reformas e reconstruções dos imóveis”, afirmou Samanta.

O número de famílias beneficiadas pelo auxílio emergencial aumentou de 194, anunciado anteriormente, para um total de 232, conforme atualização na manhã de hoje. Além disso, segundo a diretora, equipes estão trabalhando na reforma dos imóveis classificados com placas verde ou amarela, de acordo com a gravidade dos danos.

“Estamos trabalhando de forma integrada antes, durante e depois do incidente. Estamos fazendo tudo o que é possível, não há discussão em relação a valores, todos estamos resolvendo conjuntamente o problema das famílias. Depois, as divisões e etc., serão tratadas internamente após a resolução dos problemas das famílias”, acrescentou a representante da Sabesp.

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Com informações da Agência Brasil