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Fraudes enfraquecem fiscalização na mineração, dizem movimentos

(via Agência Brasil)

| Edição de 18 de setembro de 2025 | Atualizado em 18 de setembro de 2025

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As organizações da sociedade civil Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Associação dos Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (Muvb) se manifestaram sobre a Operação Rejeito, da Polícia Federal (PF), que resultou na prisão de diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Eles são suspeitos de fraudes no processo de autorização para exploração de minério de ferro em Minas Gerais.

O MAB, que atua desde os anos 1980 na defesa dos direitos das populações impactadas por usinas hidrelétricas e outros empreendimentos energéticos, classificou o envolvimento de servidores públicos como "revoltante".

Segundo Joceli Andrioli, membro da coordenação do MAB, a cumplicidade entre agentes do Estado e mineradoras compromete a segurança e a vida de milhares de pessoas, sujeitas às consequências de possíveis desastres ambientais.

“Práticas de corrupção como essas foram responsáveis pelos crimes de Brumadinho e Mariana”, afirmou Andrioli, referindo-se aos rompimentos das barragens em Brumadinho, em 2019, e Mariana, em 2015.

Ele ainda questiona: “Infelizmente, estamos vendo essa cena se repetir. Teremos novos crimes? A população voltará a pagar esta conta?”

A Polícia Federal afirma que os investigados na Operação Rejeito teriam corrompido servidores públicos para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas, usadas para explorar minério de ferro irregularmente, inclusive em áreas de preservação, com graves consequências ambientais e risco de desastres sociais e humanos.

“Temos que defender os órgãos de controle do Estado, penalizando os responsáveis por corrupção. É preciso fortalecer o serviço público para que crimes como os de Brumadinho e Mariana não se repitam”, defende Andrioli.

O Muvb, em nota, destacou que as prisões dos diretores da ANM e do SGB lançam luz sobre uma realidade que o movimento denuncia há anos. A organização argumenta que não se trata de um detalhe isolado, mas de um sintoma de como interesses econômicos e políticos podem se sobrepor à vida das pessoas.

A prisão dos dirigentes expõe a fragilidade e a falta de independência técnica das instituições que deveriam proteger vidas e garantir segurança, segundo o Muvb.

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) também manifestou preocupação com a operação da PF, defendendo a punição dos envolvidos em irregularidades. A entidade reforça seu compromisso com uma mineração ética, transparente e sustentável.

A Agência Brasil entrou em contato com a ANM e o SGB, que garantiram compromisso com a legalidade e a transparência, colaborando com as autoridades sempre que necessário.

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Com informações da Agência Brasil