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IML do Rio identifica 100 dos 121 mortos na Operação Contenção

(via Agência Brasil)

| Edição de 30 de outubro de 2025 | Atualizado em 30 de outubro de 2025

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O Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro já identificou 100 dos 121 mortos na Operação Contenção. Todos os corpos passaram por necropsia, exame que detalha a causa e as circunstâncias da morte, mas os laudos só devem ser divulgados em um prazo de 10 a 15 dias úteis.

Até o momento, sessenta corpos foram liberados para sepultamento. As informações foram divulgadas por deputados federais e estaduais que visitaram o IML da capital na tarde desta quinta-feira.

Os deputados exigiram a divulgação de uma lista com os nomes de todos os mortos já identificados. No entanto, segundo o deputado federal Henrique Vieira, a direção do IML informou que essa responsabilidade cabe à Secretaria de Polícia Civil:

“Se já tem um número de identificados e um número de liberados, por que isso ainda não é público? A única conclusão é que o Secretário de Polícia Civil ainda não autorizou”, questionou Vieira.

A deputada federal Talíria Petroni acrescentou: “E eles justificaram também que a operação foi parte de uma investigação e por isso eles não podem identificar os mortos. O que mostra que eles já têm uma pré-caracterização de quem são esses mortos, de que há o envolvimento deles em algum crime”.

A reportagem procurou a Polícia Civil para confirmar o número de corpos identificados e a ausência de uma listagem pública, mas ainda não recebeu resposta.

A comitiva de parlamentares também cobrou que os familiares possam ver os corpos antes do recolhimento pelas funerárias, como explicou a deputada federal Jandira Feghali.

“O que mais nos chamou a atenção foi a história de um casal que teve o filho decapitado, cuja cabeça foi encontrada em cima de uma árvore e eles não estavam conseguindo entrar para reconhecer o corpo. Isso é um direito constitucional. O argumento dito é que o problema é de espaço físico e que a perícia é técnica, e que a identificação é por papiloscopia, por DNA ou por radiografia ortodôntica e a família só vai ver quando sair no caixão. Mas nós apelamos porque a dor das famílias é muito grande”, relatou Feghali.



Com informações da Agência Brasil