GERAL

min de leitura

Justiça decreta prisão de envolvidos na morte de advogado no Rio

(via Agência Brasil)

| Edição de 25 de agosto de 2026 | Atualizado em 25 de agosto de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de quatro suspeitos envolvidos na morte do advogado Rodrigo Crespo, ocorrida no centro do Rio em 26 de fevereiro de 2024. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que denunciou o grupo e obteve a ordem de prisão.

Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, que atua no 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Duque de Caxias. Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, já estavam detidos, com os mandados de prisão sendo cumpridos no dia 20 deste mês. Rafael Ferreira Silva, chamado de Cachoeira, é considerado foragido pela Justiça.

Segundo a denúncia, Adilsinho, identificado como uma das principais lideranças da "nova cúpula do jogo do bicho", teria ordenado o assassinato do advogado por considerar que sua atuação ameaçava seus interesses no mercado de apostas online, conhecido como "bets".

Na época do crime, conforme o MPRJ, os "contraventores" estavam se informando sobre a entrada no lucrativo mercado de apostas, setor no qual Rodrigo Crespo demonstrava interesse em investir. As investigações indicaram que ele já buscava financiadores para um grande empreendimento e tinha a intenção de abrir um "sports bar" com máquinas semelhantes a caça-níqueis, área tradicionalmente dominada pelos bicheiros.

A denúncia relata que Ryan monitorou a vítima nos dias anteriores ao homicídio, identificando os momentos e locais mais propícios para a execução. Renato e Rafael, por sua vez, ofereceram suporte operacional e seguiram Rodrigo até o momento do crime, permanecendo no veículo usado pelo executor. A análise de várias evidências técnicas revelou que Renato e Rafael estiveram no local do homicídio, além de diversos pontos do trajeto percorrido pelo carro utilizado na fuga. A investigação também constatou que ambos se deslocaram para a área onde fica o sítio usado por Rafael como esconderijo.

Além de aceitar a denúncia do Gaeco por homicídio qualificado, o Juízo da 3ª Vara Criminal determinou que Adilsinho permaneça em um presídio federal de segurança máxima por três anos e suspendeu o exercício das funções públicas e o porte de arma do policial militar Renato Franco Lopes.

Adilsinho foi detido em fevereiro de 2026 em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante uma ação conjunta das polícias Federal e Civil, sendo transferido para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília.

?

Com informações da Agência Brasil