Um mês após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, ainda não há suspeitos identificados. As autoridades policiais não encontraram evidências de crime até o momento.
As crianças foram vistas pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Na ocasião, estavam brincando em uma área de mata com o primo Anderson Kauan, de 8 anos. Kauan foi localizado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, próximo ao local de onde havia saído.
Após 14 dias internado, Kauan recebeu alta do hospital geral do município. Ele guiou os policiais até uma cabana abandonada, próxima ao Rio Mearim, onde afirmou ter deixado os primos enquanto buscava ajuda.
Esforços de Busca
As buscas concentram-se na mata e na margem oposta do Rio Mearim, onde cães farejadores detectaram o cheiro das crianças. No entanto, ainda não há pistas novas sobre o paradeiro delas.
A Polícia Civil do Maranhão intensificou as investigações desde a semana passada. Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, as buscas continuam em áreas de mata, rios e lagos, paralelamente a uma investigação rigorosa. Ele destacou que detalhes das investigações não são divulgados para não comprometer o trabalho policial, mas informações relevantes serão comunicadas oportunamente.
Recentemente, uma denúncia indicava que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo, mas a informação foi desmentida após verificação. O secretário Martins criticou a disseminação de fake news sobre o caso.
Até o momento, todas as pessoas ouvidas foram chamadas como testemunhas, e qualquer informação diferente disso é falsa, conforme a Secretaria de Segurança Pública.
Desde o desaparecimento, a área de buscas, que abrange cerca de 54 km², é caracterizada por mata densa, terreno irregular e difícil acesso, incluindo açudes, o Rio Mearim e lagos.
Militares da Marinha utilizam sonar para vasculhar um trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. Este equipamento permite mapear áreas submersas, gerando imagens do fundo do rio, mesmo em locais com pouca visibilidade.
Com informações da Agência Brasil