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Maranhão: buscas por crianças têm reforço de bombeiros do Ceará e Pará

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de janeiro de 2026 | Atualizado em 15 de janeiro de 2026

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As buscas por duas crianças desaparecidas em um quilombo na zona rural de Bacabal, Maranhão, já somam 12 dias nesta quinta-feira (15). Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram em 4 de janeiro enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. Anderson Kauan, de 8 anos, que estava com eles, foi encontrado no dia 7 por carroceiros no povoado Santa Rosa, próximo ao quilombo.

Esforços de Busca

A área de busca, que abrange cerca de 54 quilômetros quadrados, é caracterizada por mata fechada, terreno irregular e de difícil acesso, incluindo açudes, o Rio Mearim e diversos lagos. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciaram uma varredura no Lago Limpo, local por onde as crianças teriam passado. Esta semana, sete bombeiros e dois cães farejadores do Pará foram enviados para ajudar nas buscas, além de cinco bombeiros e quatro cães do Ceará.

Mobilização e Tecnologia

Ao todo, cerca de 500 pessoas, incluindo profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, forças de segurança do estado como Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, Exército, quilombolas e voluntários, estão envolvidos na operação para localizar as crianças. Um aplicativo de geolocalização está sendo utilizado para mapear as rotas das equipes.

Investigação em Curso

O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, órgão da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11) para aprofundar as investigações. Anderson Kauan, que estava com Ágatha e Allan no dia do desaparecimento, relatou ter deixado os dois no local enquanto buscava ajuda. Quando encontrado, Anderson estava debilitado e sem roupas, mas exames confirmaram que ele não sofreu abuso sexual.

Profissionais do instituto também ouviram familiares das crianças para auxiliar nas buscas.

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Com informações da Agência Brasil