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Morre professor Mário Theodoro

(via Agência Brasil)

| Edição de 26 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 26 de fevereiro de 2026

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O economista e professor da Universidade de Brasília, Mário Lisboa Theodoro, faleceu nesta quinta-feira (26), aos 69 anos, em Brasília.

Com doutorado em Ciências Econômicas pela Université Paris I – Sorbonne, Theodoro foi uma figura central no pensamento social brasileiro e na formulação de políticas públicas voltadas para a igualdade social, especialmente no que diz respeito à questão racial, ao mundo do trabalho e à construção democrática.

Autor do livro A sociedade desigual: racismo e branquitude na formação do Brasil, Theodoro deixa um legado de análises que continuam a orientar o debate público e a produção de conhecimento no país.

O velório ocorrerá na capela 10 do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, das 14h às 16h, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026.

Notas de pesar

Entidades de todo o país lamentaram a perda do professor. O Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da UnB destacou a reflexão crítica do economista.

“Seu compromisso público deixa uma marca duradoura no debate nacional sobre desenvolvimento, racismo e direitos humanos, afirmando a centralidade da questão racial na compreensão da formação social e econômica brasileira.”

Ex-servidor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Theodoro teve uma trajetória marcante no setor público, na pesquisa e no ensino, conforme destacou a instituição. Ele ocupou o cargo de diretor de Cooperação e Desenvolvimento entre 2007 e 2011.

A Anistia Internacional Brasil, onde Theodoro era membro da assembleia, ressaltou sua contribuição para a construção do pensamento social brasileiro.

“Reconhecido como um dos maiores pensadores da questão racial de nosso tempo, ele afirmou, em sua produção intelectual e em sua prática institucional, a centralidade da questão racial para compreender a formação social e econômica brasileira.”

Felipe Freitas, secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, destacou a trajetória de Theodoro, marcada por coragem e rigor técnico.

“Em Brasília, tive a honra de, com ele, atuar na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, onde construímos o sistema nacional de promoção da igualdade racial e outras importantes ações de enfrentamento ao racismo no país.”

Música

Além de sua atuação acadêmica e política, Theodoro também será lembrado por sua contribuição cultural. Em 2019, ele foi um dos vencedores da 11ª edição do Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília. Sua canção Trem Nordestino foi a mais votada pelo público na internet.

“A música fala um pouco das coisas e da gente do Nordeste. E, principalmente, desta ideia de uma região que é um pouco o paradoxo do Brasil. O Nordeste, talvez, seja a região que melhor define o Brasil com suas dificuldades e suas alegrias, com sua arte forte”, comentou Theodoro na época.



Com informações da Agência Brasil