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Novos casos de estupro por grupo de Copacabana são investigados no Rio

(via Agência Brasil)

| Edição de 03 de março de 2026 | Atualizado em 03 de março de 2026

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando dois novos casos de estupro envolvendo alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II. Os crimes teriam sido cometidos pelo mesmo grupo que, em janeiro deste ano, em Copacabana, violentou uma estudante de 17 anos.

Uma das vítimas, que tinha 14 anos na época dos abusos e agora está com 17, relatou que os acusados ameaçaram divulgar imagens da violência para chantageá-la a não denunciá-los.

A mãe da jovem também informou que a filha conhecia um dos envolvidos, um adolescente, da escola. O crime teria ocorrido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia após estar foragido por participação no primeiro caso.

"O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa", revelou o delegado responsável pelo caso, Antônio Lages.

A polícia planeja solicitar a análise de dados dos celulares dos acusados para avançar nas investigações.

Novas Descobertas

Um terceiro caso veio à tona recentemente. A mãe de outra vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado sua filha durante uma festa junina. O delegado ainda não sabe se o ato foi cometido por todo o grupo ou apenas por um dos integrantes.

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Delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O delegado reforça o pedido para que outras possíveis vítimas denunciem os crimes à polícia.

Investigação e Prisões

O depoimento da vítima do primeiro caso coincidiu com as lesões identificadas pelo exame de corpo de delito, o que alertou a polícia para a gravidade do caso. Lesões no órgão sexual, costas, nádegas e uma suspeita de fratura de costela foram constatadas.

Dois dos envolvidos ainda não se entregaram, mas a expectativa é que o façam em breve. Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. Vitor, envolvido em pelo menos dois casos, é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, que será exonerado.

O adolescente que teria atraído a vítima ainda não tem mandado de prisão expedido. João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima, já se entregou.

O delegado Lages destaca a importância do respeito mútuo em relações sexuais, reforçando que "não é não". Os acusados podem se apresentar em qualquer delegacia do estado.

A Agência Brasil não conseguiu contato com as defesas dos réus, mas o espaço permanece aberto para suas manifestações.



Com informações da Agência Brasil