Em um ano marcado por eleições presidenciais, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo se prepara para transformar a Avenida Paulista em um palco de debate político. Com data marcada para 7 de julho, o evento deste ano traz o tema: "A rua convoca, a urna confirma", com o objetivo de destacar a importância do voto e da participação política.
Para os organizadores, o voto é um instrumento crucial na definição de políticas públicas e na garantia de direitos.
"A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir", afirma Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).
Três Décadas de História e Luta
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, reconhecida como uma das maiores manifestações de diversidade do mundo, celebra 30 anos de existência. A primeira edição ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt, e no ano seguinte, migrou para a Avenida Paulista, onde se firmou.
Desde então, a Parada tem sido um espaço para discussão de temas fundamentais como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. No ano passado, por exemplo, o foco foi o envelhecimento dentro da comunidade LGBT+.
"A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável", reforça Pereira em nota.
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Com informações da Agência Brasil