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Polícia do Rio faz operações para prender dezenas de integrantes do CV

(via Agência Brasil)

| Edição de 05 de agosto de 2026 | Atualizado em 05 de agosto de 2026

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou uma operação nesta quarta-feira (5) com o objetivo de cumprir diversos mandados de prisão contra suspeitos de integrarem o Comando Vermelho (CV), a principal facção criminosa do estado. Até as 11h, oito pessoas já haviam sido detidas, conforme informações apuradas pela Agência Brasil.

Os alvos da operação fazem parte de um segmento da quadrilha que se especializou no roubo de automóveis. A investigação, conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), integra a Operação Contenção, que visa enfraquecer o CV no Rio de Janeiro.

Desmanche ilegal

Segundo a investigação, a quadrilha intensificou o roubo de veículos em bairros próximos para aumentar seu poder econômico e capacidade de atuação. Os carros roubados eram destinados a desmanches clandestinos, alimentando o comércio ilegal de peças e sendo utilizados em outras atividades ilícitas, o que sustentava o financiamento da organização.

A operação teve início com foco no tráfico de drogas, mas a concentração de ocorrências em bairros próximos à comunidade Fallet-Fogueteiro, como Santa Teresa, Centro e Grande Tijuca, indicou um aumento nos registros de roubos e furtos de veículos, em contraste com a tendência de queda desse tipo de crime na cidade.

Delegacias especializadas e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), divisão de elite da Polícia Civil, estão apoiando a operação. A polícia realizou um trabalho abrangente de inteligência, analisando imagens, cruzando dados e realizando diligências que fundamentaram os pedidos de prisão preventiva, deferidos pela Justiça.

Operação Contenção

A Operação Contenção, iniciada em 2025, tem como objetivo desmantelar a estrutura financeira, logística e operacional do CV, que domina várias regiões do Rio de Janeiro e do estado. A primeira fase ocorreu no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, resultando em 122 mortes, sendo 117 suspeitos e cinco policiais, considerada a ação mais letal da história do país.

Desde então, a operação contabiliza 137 suspeitos mortos, 370 presos e cerca de 480 armas apreendidas, incluindo 190 fuzis.

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Com informações da Agência Brasil