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Prefeito de Florianópolis faz controle da entrada de pessoas na cidade

(via Agência Brasil)

| Edição de 07 de novembro de 2025 | Atualizado em 07 de novembro de 2025

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O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, anunciou no último domingo (2) que a cidade está adotando um novo sistema para monitorar a chegada de pessoas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele explicou que a prefeitura instalou um posto avançado de assistência social na rodoviária local. O objetivo é identificar quem chega à cidade sem emprego ou moradia, oferecendo a essas pessoas uma passagem de volta para suas cidades de origem.

Durante o vídeo, Neto citou o caso de um senhor que chegou à rodoviária vindo de outra cidade de Santa Catarina, sem qualquer vínculo com Florianópolis. Segundo o prefeito, "alguém simplesmente o mandou para cá". A equipe de assistência social da prefeitura está encarregada de localizar familiares para que ele possa retornar.

Topázio Neto destacou que mais de 500 pessoas já foram encaminhadas de volta para suas cidades de origem graças a essa iniciativa, e que a equipe será reforçada durante o verão.

“Não podemos impedir ninguém de viver em Florianópolis, mas precisamos manter a ordem e as regras”, afirmou o prefeito.

O vídeo gerou grande repercussão nas redes sociais, levando o prefeito a retornar às plataformas digitais para esclarecer sua posição. Ele negou que a medida seja um controle migratório, mas enfatizou que Florianópolis não deve se tornar um "depósito de pessoas em situação de rua".

“Se uma cidade mandar pessoas para cá, nós vamos impedir, sim”, declarou Neto.

O prefeito argumentou que quando alguém chega à cidade sem saber onde vai dormir ou sem um plano de vida, é evidente que foi enviado de algum lugar. "Não podemos perder o controle", concluiu.

Entretanto, o professor de Direito da FGV do Rio de Janeiro, Thiago Bottino, afirmou que não há respaldo legal para impedir a entrada de pessoas na cidade. Ele ressaltou que a circulação é livre em todo o território nacional, exceto em situações emergenciais, como durante a pandemia.



Com informações da Agência Brasil