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Prefeito do Rio apoia operação policial que deixou 68 mortos

(via Agência Brasil)

| Edição de 28 de outubro de 2025 | Atualizado em 28 de outubro de 2025

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, manifestou recentemente seu apoio às ações do governo estadual contra o crime organizado, que resultaram em pelo menos 64 mortes e 821 prisões durante a operação policial Contenção, nos Complexos da Penha e do Alemão, desde a manhã de terça-feira (28).

"A primeira mensagem que gostaria de passar para vocês é que o Rio de Janeiro não vai e não pode ficar refém de grupos criminosos que buscam espalhar medo pelas ruas da nossa cidade", declarou Paes em uma plataforma de mídia social. Ele afirmou estar acompanhando a operação desde o início da tarde e ressaltou a responsabilidade do poder público em ser implacável contra grupos criminosos que tentam amedrontar a população e os trabalhadores.

No pronunciamento, o prefeito também assegurou que os serviços municipais continuariam funcionando até o final do dia. "Determinei a todos os órgãos municipais que funcionassem normalmente e prestassem apoio à população em caso de necessidade", disse Paes, garantindo que o BRT, o corredor expresso de ônibus, estava operando normalmente.

No entanto, a decisão de Paes de manter os serviços abertos e apoiar a ação policial foi amplamente questionada em seu perfil. Críticas surgiram, apontando que essa decisão colocava a vida de trabalhadores em risco. Comentários nas redes sociais destacaram que apenas serviços essenciais deveriam funcionar, enfatizando que trabalhadores são pessoas com famílias.

Além disso, Paes enfrentou críticas de pessoas que tentavam retornar para casa. Relatos nas redes sociais indicaram que ônibus estavam parados e que havia medo de retornar para as comunidades devido ao fechamento de avenidas por grupos criminosos.

Em bairros da zona norte, como a Tijuca, o comércio fechou as portas, conforme vídeos postados nas redes sociais, mostrando pessoas saindo rapidamente das ruas. Ônibus municipais foram vistos parados e carros trafegando na contramão na grande Tijuca.

No Complexo do Alemão, a principal via, a Estrada do Itararé, teve o comércio fechado, conforme noticiado pelo jornal A Voz das Comunidades, deixando a região deserta.

O comunicador popular Jota Marques relatou dificuldades para voltar para casa, mencionando ônibus atravessados nas ruas, confrontos armados e linhas suspensas, com professores e crianças presos nas escolas. Ele destacou a insegurança ao tentar utilizar serviços de transporte por aplicativo, optando por caminhar para evitar confusões perigosas.



Com informações da Agência Brasil