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Presos de PE fingem integrar facção para aplicar golpe do amor

(via Agência Brasil)

| Edição de 01 de julho de 2026 | Atualizado em 01 de julho de 2026

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A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta quarta-feira (1), uma operação que mirou presidiários de Pernambuco. Esses indivíduos estavam aplicando golpes em moradores do Distrito Federal, utilizando aplicativos de relacionamento na internet e se passando por membros de uma facção criminosa. O chamado golpe do amor era a isca para atrair as vítimas.

Os criminosos combinavam dois golpes já conhecidos: o do falso integrante de facção e uma variação do golpe do amor. Utilizavam a internet e aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, para enganar as vítimas.

Operação Tróia

De acordo com os investigadores da Operação Tróia, os criminosos se apresentavam como membros de uma grande facção, intimidando as vítimas a transferirem dinheiro para contas de "laranjas".

O esquema foi descoberto após a denúncia de um morador do Riacho Fundo, no Distrito Federal. Ele relatou que, após trocar mensagens com uma mulher em um aplicativo de relacionamento e compartilhar informações pessoais, começou a receber ameaças de um suposto membro de facção criminosa.

O golpista alegava que a mulher era casada com um líder da facção e exigia dinheiro para evitar represálias.

Modus Operandi

Segundo o delegado Tell Marzal, as ameaças eram feitas de dentro do Presídio de Igarassu, em Pernambuco, onde os criminosos já cumpriam pena por outros delitos.

“Eles exigiam que as vítimas transferissem valores para contas indicadas. Caso contrário, a facção ameaçava executar a família da vítima”, explicou o delegado, ressaltando a organização e divisão de tarefas entre os criminosos, mesmo dentro da prisão.

O grupo era dividido em funções: alguns criavam perfis falsos de mulheres em aplicativos e redes sociais, enquanto outros trocavam mensagens com as vítimas, extraindo informações pessoais que seriam usadas para extorsão.

“Após as transferências para as contas de laranjas, o dinheiro era sacado por um núcleo financeiro externo à prisão, com o apoio de três mulheres que lavavam o dinheiro”, acrescentou Marzal.

Os recursos obtidos eram rapidamente distribuídos entre várias contas bancárias, em um esquema típico de lavagem de dinheiro, até serem reinseridos no mercado formal com aparência de legalidade.

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Com informações da Agência Brasil