Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado a partir da meia-noite desta segunda-feira (29), em busca de melhorias salariais. A categoria reivindica que o piso salarial dos motoristas seja elevado para R$ 4 mil, enquanto os motoristas de ônibus articulados (BRT) pleiteiam um piso de R$ 5 mil. Além disso, os rodoviários exigem um vale alimentação de R$ 1000,00 e a inclusão de um plano de saúde.
Uma decisão judicial estipulou que 50% da frota deve operar durante os horários de pico. De acordo com o Rio Ônibus, atualmente, 860 ônibus estão em circulação pela cidade. "Infelizmente, cerca de 40 veículos foram vandalizados por grevistas", afirmou a empresa em nota.
Os consórcios de transporte apelam para que todos os motoristas e demais rodoviários compareçam às suas garagens, visando restabelecer a normalidade do serviço o mais rápido possível.
Everaldo João, membro da diretoria do conselho fiscal do Sindicato dos Rodoviários do Rio, declarou que o sindicato não possui informações sobre grevistas envolvidos em atos de vandalismo contra ônibus. "O piso salarial está muito defasado há muitos anos", ressaltou.
Na manhã de terça-feira (30), está agendada uma nova audiência de conciliação, seguida por uma assembleia dos rodoviários, que ocorrerá após a audiência.
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Com informações da Agência Brasil