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SP segue em atenção para queimadas; reservatórios estão em alerta

(via Agência Brasil)

| Edição de 05 de outubro de 2025 | Atualizado em 05 de outubro de 2025

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O clima seco que predomina tanto na capital quanto no interior de São Paulo coloca a vasta região metropolitana, que abriga mais de 10% da população brasileira, em uma situação bastante delicada.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, o risco de incêndios em áreas de vegetação permanece elevado em praticamente todo o território paulista. As regiões de Ribeirão Preto, Bauru, Araraquara e Presidente Prudente estão em nível de emergência.

O nível de alerta vermelho é mais crítico no Vale do Paraíba, na Região Metropolitana de São Paulo e no litoral sul, onde a combinação de baixa umidade e ventos constantes favorece a propagação do fogo.

"A análise dos últimos dias mostra que as condições críticas típicas do período de estiagem continuam exigindo atenção redobrada das equipes municipais e estaduais", informa a nota.

A faixa leste do estado, incluindo o Vale do Ribeira e o litoral norte, deve entrar em situação de emergência nesta segunda-feira (6), conforme o órgão. As condições começam a melhorar na terça-feira (7), com uma melhora mais significativa prevista para quarta-feira (8).

No domingo (5), foram registrados focos de incêndio de grandes proporções nas cidades de Presidente Venceslau, Presidente Prudente, Espírito Santo do Pinhal e Itapura, felizmente sem vítimas.

Reservatórios

A intensidade da seca na região tem reduzido a quantidade de água nos reservatórios a um ritmo de aproximadamente 0,3% das reservas por dia. No domingo, os níveis estavam em 30,3%. O marco de 30% é considerado crítico, a partir do qual o sistema é classificado como em situação emergencial, como já ocorre desde o dia primeiro de outubro no reservatório da Cantareira, o maior do estado.

Incêndios no país

O estado do Maranhão ultrapassou o Mato Grosso como a unidade federativa com o maior número de registros de queimadas no país este ano, com 11.511 focos até o momento, representando uma queda de 4% em relação ao total de focos de 2024.

O Maranhão é, entre os estados com grande número de focos, o único que não apresentou uma queda relevante este ano, com variação praticamente nula desde 2022 e possibilidade de aumento em relação aos últimos três anos.

O Mato Grosso, que foi destaque negativo no ano passado, teve uma diminuição de 80% nos focos, mas ainda é o segundo da lista, com 9.399 focos em 2025.

O Tocantins, terceiro com mais registros, teve 8.849 focos, uma queda de 42%.

Até outubro, o Brasil registrou 81.374 focos de queimadas, uma queda de 62% em relação a 2024 e o valor mais baixo da década. Os dados são do portal do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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Com informações da Agência Brasil