Um acidente registrado ontem reabriu o debate sobre os riscos do cruzamento da Rua José Ferragine, no acesso ao Clube de Campo Água Azul, com a Avenida Zilda Seixas Amaral, no Parque Industrial Norte, em Apucarana. O trecho é palco constante de acidentes e alvo de críticas de motoristas, que pedem reforço na sinalização.
A colisão ocorrida ontem deixou quatro pessoas feridas e envolveu um GM Celta, um VW Gol e uma caminhonete S10. Segundo informações obtidas pela Tribuna no local, o Celta vinha pela Avenida Zilda Seixas Amaral no sentido Arapongas e teria cruzado a preferencial no trecho, atingindo o VW Gol, que transitava pela Rua José Ferragine e fazia a conversão à esquerda. Com o impacto, os dois veículos atingiram a S10 que estava na Avenida Zilda Seixas Amaral, no sentido centro de Apucarana.
As vítimas foram socorridas pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), do Corpo de Bombeiros, e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Três pessoas estavam no Celta. O motorista disse que eles são de Sertanópolis e trabalham em uma granja em Arapongas. O condutor sofreu um ferimento na cabeça, enquanto os outros dois precisaram de maior atenção. O passageiro ficou encarcerado no veículo. Eles foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O motorista do Gol sofreu um corte na cabeça e foi atendido no local. A S10 era ocupada pelo diretor-presidente da Editora Tribuna do Norte S/A, jornalista Baltazar Eustáquio de Oliveira, e pelo diretor-vice-presidente André Luís Marçal de Oliveira, que não ficaram feridos.
CRUZAMENTO PERIGOSO
Trabalhadores de empresas localizadas nas imediações consideram o cruzamento muito perigoso. Segundo eles, por mês, ao menos um acidente é registrado no local, que já foi palco de uma morte em 2023.
Entre os trabalhadores que passam diariamente pelo trecho está Giovani Tomás, que já presenciou três acidentes de trânsito no período de três meses. Ele acredita que a sinalização deve ser reforçada e que os motoristas devem ter mais atenção. “Acho aquela sinalização precária e confusa. Por ser uma reta, muitos motoristas abusam da velocidade”, comenta. O auxiliar administrativo sugere a instalação de novas placas, lombadas e outros redutores de velocidade.
Pedro Paulo Ferreira também trabalha em uma empresa localizada próximo ao local do acidente e afirma que, em cinco meses, houve ao menos quatro ocorrências de trânsito. Na opinião dele, o problema principal é a imprudência e a falta de atenção dos motoristas. “A Avenida Zilda Seixas Amaral é uma via rápida e de repente tem uma placa de ‘pare’ no cruzamento com a Rua José Ferragine. Ainda há um muro de uma empresa que atrapalha a visão. Eu moro em Sabáudia e passo por esse cruzamento todos os dias, então já me acostumei. Mas quem não presta atenção acaba invadindo a preferencial”, comenta.