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Alta dos preços do diesel coloca prefeitos em alerta na região

Lis Kato

| Edição de 06 de abril de 2026 | Atualizado em 06 de abril de 2026
Medida deve ter um impacto de cerca de R$ 77,5 milhões ao mês aos cofres paranaenses
Medida deve ter um impacto de cerca de R$ 77,5 milhões ao mês aos cofres paranaenses

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A escalada no preço do petróleo já começa a pressionar as administrações públicas do Vale do Ivaí. O reflexo mais imediato é sentido no custo do óleo diesel, essencial para o funcionamento de maquinário pesado. Prefeitos da região afirmam que começam a priorizar serviços enquanto esperam melhoria no cenário. Ontem, o Governo Federal lançou um pacote de medidas para minimizar os impactos da alta (ver matéria nesta pág).

O prefeito de Jardim Alegre, Moisés Santos, afirmou que o aumento do óleo diesel surpreendeu prefeituras de todo o país e comprometeu o planejamento financeiro. “É bom lembrar que o orçamento é feito dentro de uma realidade, e quando há mudanças bruscas nos custos, como agora, todo o planejamento acaba sendo afetado”, destacou. Para tentar conter os impactos, a administração estabeleceu uma meta de redução de 30% no consumo de combustível.

Com isso, o setor rodoviário passou a priorizar apenas atendimentos urgentes e essenciais. Segundo o prefeito, a medida é necessária até que haja uma estabilização nos preços. 

Segundo o prefeito de Arapuã, Manoel Salvador o aumento de quase R$ 4 por litro em cerca de 30 dias compromete diretamente o orçamento previsto para o ano. “A gente faz o orçamento dentro de uma realidade, mas com essa alta, tudo muda. Fica muito difícil manter o planejamento”, destacou. Diante desse cenário, a prefeitura deve revisar gastos e priorizar serviços essenciais, especialmente no setor rodoviário, para evitar comprometer recursos de áreas como saúde e educação.

Manoel Salvador, que também tem propriedade rural, explicou que o custo de produção disparou, enquanto os preços das commodities não acompanham essa alta. “Hoje só o custo sobe. Vem aumento de insumos, de combustível, e o produtor fica sem margem”, afirmou.

Em Mauá da Serra, o prefeito Giva Lopes (União Brasil) afirma que o reajuste afeta diretamente o transporte escolar, os serviços urbanos e, principalmente, a manutenção das estradas rurais.

Segundo ele, a prefeitura gastou cerca de R$ 2 milhões com combustíveis no ano passado. Com a alta, o impacto projetado para este ano pode chegar a R$ 400 mil extras. “É um impacto forte tanto no transporte escolar quanto na situação das vias rurais do município. Esse aumento engessa muito o caixa”, explicou.

O prefeito ressaltou ainda que o município depende do abastecimento feito por postos terceirizados, já que não possui tanque próprio no pátio de máquinas.

“Se houver qualquer problema no fornecimento dos postos, compromete diretamente a manutenção das vias rurais e outros serviços essenciais”, alertou.