A Prefeitura de Apucarana reforçou sua capacidade de resposta a temporais e emergências climáticas com um investimento superior a R$ 230 mil em materiais de socorro. Nesta semana, o município recebeu duas carretas contendo 3 mil telhas de fibrocimento e 43 mil metros quadrados de lona plástica, itens destinados ao atendimento imediato de famílias que tiverem seus imóveis danificados pelas chuvas. A expectativa da administração municipal é que o estoque seja ampliado para 4 mil telhas nos próximos dias, garantindo ampla retaguarda para o acolhimento da população.
A chegada das telhas é parte do processo de reaparelhamento da Defesa Civil. Segundo a Prefeitura, foram adquiridas cinco motosserras e cinco motopodas para agilizar a desobstrução de vias afetadas por quedas de árvores, além de tanques motorizados, mochilas costais para combate a incêndios e cortadores de alta potência. Os profissionais que atuam em campo também receberam novos equipamentos de proteção individual, como botas e capas de chuva.
O prefeito Rodolfo Mota destaca que a criação da sala operacional, em abril do ano passado, foi o ponto de partida para a estrutura que existe hoje. “Até então, a Defesa Civil de Apucarana só existia no papel. A partir da implantação da sala operacional no Pátio de Máquinas, investimos em equipamentos, materiais, protocolos e na preparação da equipe”, recordou.
Na prática, o fluxo de atendimento funciona de forma integrada entre a Defesa Civil e a Assistência Social. O processo começa quando o cidadão aciona o telefone 153. Uma equipe vai ao local realizar a vistoria e, constatado o dano, fornece a lona para a proteção emergencial. Posteriormente, um laudo técnico é elaborado para autorizar a entrega definitiva das telhas. O secretário de Serviços Públicos, Wendel Metta exemplifica a importância da ação com o caso de uma família do Jardim Ponta Grossa que, após um temporal no fim de agosto, recebeu 16 telhas do município, gerando uma economia de cerca de R$ 960 para os moradores.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Rodrigo Giarola Leme, explica que a estruturação do órgão também envolveu a organização dos procedimentos de resposta. “Atualizamos o cadastro de voluntários, estruturamos um banco de dados próprio e definimos protocolos claros de mobilização. Quando ocorre um desastre, o tempo de resposta é fundamental para socorrer a população atingida”, reiterou.