Uma professora concursada da rede municipal de Arapongas foi afastada preventivamente de suas funções após ser denunciada por dar remédio de tarja preta para uma criança de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). A suspeita é de que a educadora tenha administrado clonazepam, popularmente conhecido como Rivotril, para fazer uma menina dormir. A idade da aluna não foi informada, mas, segundo a Prefeitura de Arapongas, ela era do berçário/infantil, que atende crianças de 6 meses a 1 ano e 11meses. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso.
O alerta foi dado na tarde da última quarta-feira (28) pela diretora da unidade e por outra professora, que desconfiaram das atitudes da educadora e do comportamento de irritabilidade das crianças, até que conseguiram flagrar a ação. O nome da instituição de ensino está sendo mantido em sigilo para preservar as crianças. Eram sete alunos na sala.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a professora foi flagrada em gravação de uma câmera de monitoramento do centro infantil. A imagem mostra ela ministrando a medicação a uma criança.
O prefeito de Arapongas, Rafael Cita (PSD), gravou um pronunciamento nas redes sociais detalhando a ação rápida do Executivo, com afastamento imediato da profissional e o registro do caso junto à Polícia Civil.
O prefeito classificou a situação como um “ato isolado”, lembrando que a cidade conta com mais de mil profissionais da educação. “Eu lamento muito, estou abismado com essa situação, mas as providências que me cabem enquanto gestor público foram tomadas com muito rigor. Agora também foi aberto o procedimento administrativo para apurar a conduta da professora, que pode gerar a demissão dela”, disse;
Segundo o secretário municipal de Educação, padre Lino Batista, logo após a denúncia e a formalização do Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil, além da notificação ao Conselho Tutelar, os pais das crianças foram convocados pela Secretaria de Educação e informados sobre o ocorrido, além de orientados pela prefeitura a realizarem exames médicos nas crianças.
Em sua defesa inicial perante a Secretaria de Educação, a professora negou as acusações. A administração municipal ressaltou que sua atuação se restringe à esfera administrativa. O possível processo criminal ficará a cargo da Polícia Civil.