Vítima de feminicídio na madrugada de sábado em Apucarana, Beatriz Cristina Domingues, 22 anos, já havia sido agredida e ameaçada de morte pelo ex-companheiro, de 24 anos, em março deste ano, em Arapongas. Por conta do crime, a justiça concedeu uma medida protetiva que ainda estava em vigor.
No último sábado, Beatriz estava em uma residência no Loteamento Sanches dos Santos quando o ex-marido chegou em um táxi na companhia do motorista e de dois homens. Ela havia pedido um carro para ir embora. Na tentativa de se proteger, Beatriz se escondeu no banheiro. No entanto, o ex-marido arrombou a porta. Ela morreu no local com vários disparos. Os dois filhos dela estavam na casa - uma menina de 5 anos e um menino de 3. A jovem foi sepultada no domingo, no Cemitério Portal do Céu.
Segundo o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, o taxista que levou o autor do foi preso logo após o crime na rodoviária e alegou ter sido sequestrado. Segundo o delegado, o taxista conhecia o atirador e teria sido chamado pela vítima para fazer a corrida.“O taxista foi autuado em flagrante como partícipe. Ele (taxista) disse onde a vítima estava. Ele sabia dos casos de violência doméstica e ainda assim levou a vítima para o local”, afirma o delegado. No final da tarde de ontem, a justiça concedeu um alvará de soltura para o motorista.
Os outros rapazes que estavam no táxi se apresentaram no domingo (16) e foram ouvidos e liberados. Eles alegaram que não tinham conhecimento da intenção do autor do crime. Os dois contaram que estavam bebendo cerveja com o ex-marido da vítima quando saíram com ele de carro. No entanto, a possível participação deles ainda será investigada.
O delegado acrescentou que novas testemunhas serão ouvidas. “Eu acho que o desfecho vai ser quando a gente conseguir capturar o responsável pelos disparos”. A Justiça já concedeu um mandado de prisão contra o ex-marido de Beatriz. “Estamos trabalhando para esclarecer o crime, que foi muito bárbaro”, completa o delegado.
CONDENADO
Beatriz já havia sido agredida e ameaçada de morte pelo ex-marido em março deste ano, em Arapongas. Durante uma discussão, ela foi agredida pelo ex-companheiro. Ele foi preso em flagrante em 13 de março pelo crime, mas foi solto em abril, apesar da Polícia Civil ter solicitado a conversão do flagrante em prisão preventiva. Denunciado pelo Ministério Público, ele já foi condenado e sentenciado pela justiça.