O clássico mundial entre Brasil e França, que movimenta a cidade de Boston, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (26), às 17 horas, pela primeira janela da Data Fifa de março, será marcado por um grande desafio para os comandantes das duas seleções. Às vésperas da Copa do Mundo, tanto o técnico brasileiro Carlo Ancelotti quanto o francês Didier Deschamps precisam montar um verdadeiro quebra-cabeça para lidar com uma série de lesões e cortes importantes de última hora.
Pelo lado da seleção brasileira, a ausência de peças-chave obrigou Ancelotti a repensar sua estratégia. Com sete potenciais titulares fora de combate — Alisson, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Alex Sandro, Bruno Guimarães, Estêvão e Rodrygo —, além da perda do zagueiro Marquinhos, que se machucou no treino de segunda-feira e agora é dúvida até para o duelo contra a Croácia na próxima semana, o treinador italiano precisou inovar.
Em entrevista coletiva concedida em Orlando, na quarta-feira (25), antes do embarque para Boston, Ancelotti não fez questão de esconder parte do jogo e confirmou três novidades no setor defensivo: Wesley assume a lateral direita, Douglas Santos ganha a vaga na esquerda e Léo Pereira fará sua aguardada estreia no miolo de zaga com a amarelinha.
Apesar das confirmações nas laterais e de Léo Pereira, o restante da defesa ainda gera dúvidas. A disputa pela camisa 1 está acirrada entre Ederson e Bento, enquanto Bremer e Danilo brigam para ver quem será o companheiro de zaga do estreante. Mais à frente, o meio-campo deve ser formado por uma dupla de gerações distintas, com o jovem Andrey Santos atuando ao lado do experiente Casemiro.
Mesmo diante de uma França que desponta como uma das favoritas para o Mundial, Ancelotti assegurou que não vai recuar. O treinador manterá seu ousado esquema com quatro atacantes, escalando Raphinha, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Vinicius Jr.
Se o Brasil sofre com baixas, a França também desembarca na América do Norte lidando com dores de cabeça no departamento médico. Os “Bleus” anunciaram o corte do zagueiro William Saliba. Destaque do Arsenal, onde faz dupla de zaga com o brasileiro Gabriel Magalhães (outro desfalque do amistoso), Saliba sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo.
A ausência se junta à do atacante Bradley Barcola, do PSG, que também ficou de fora por problemas no tornozelo. Para suprir a vaga na defesa francesa, Deschamps agiu rápido e chamou Maxence Lacroix, do Crystal Palace.
“MELHOR MOMENTO”
O atacante Vini Jr. também concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira, em Orlando, nos EUA. O brasileiro vive excelente momento no Real Madrid e disse estar pronto para assumir a responsabilidade na Seleção.
“Não ligo muito para o que as pessoas falam. Eu sei do meu trabalho e como me dedico para a Copa do Mundo. É onde todos os jogadores querem estar. Sobre a minha fase, eu sempre tento estar na minha melhor fase, fazendo gols, assistências”, disse Vini.
O atacante do Real Madrid citou outros brasileiros que estão em ótima fase no futebol europeu e que também poderão ser decisivos na Copa do Mundo.
“Tenho trabalhado muito em casa, não quero lesionar. Tem o Raphinha, tem o João Pedro. Os mais novos que estão chegando, Endrick, Estêvão. Está todo mundo preparado. A gente pode decidir o jogo em uma bola parada. É assim que se ganha uma Copa do Mundo”, assinalou.